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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

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Reforma no Centenário para finais da Conmebol vai custar quase R$ 28 mi

Estádio Centenário tem passado por melhorias para receber as finais - Divulgação/Conmebol
Estádio Centenário tem passado por melhorias para receber as finais Imagem: Divulgação/Conmebol
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

06/11/2021 04h00

A reforma do estádio Centenário para as finais da Copa Sul-Americana e da Libertadores custará cerca de US$ 5 milhões (R$ 27,9 milhões). A maior parte do valor será pago pela Conmebol, mas a AUF (Associação Uruguaia de Futebol) e o governo uruguaio também terão custos.

As principais mudanças ocorreram no gramado, trocado, nos vestiários, ampliados e modernizados, na iluminação e nas tribunas. No dia 20 de novembro Athletico e Red Bull Bragantino decidem a Sul-Americana e uma semana depois, dia 27, Palmeiras e Flamengo definem a Libertadores.

A Conmebol, normalmente, se responsabiliza apenas por reforma no gramado e ajustes pontuais para colocar as marcas de seus patrocinadores em setores predeterminados do estádio. As obras maiores são de responsabilidade dos proprietários e da associação filiada ou de seu governo.

Desta vez, entretanto, a confederação optou por banca boa parte da reforma como gesto de gratidão ao governo uruguaio, que intermediou a doação de doses de vacina contra covid-19 do laboratório chinês Sinovac à Conmebol —imunizante cedido para seleções, clubes e funcionários de entidades do futebol do continente. Havia também garantia do Uruguai, já em maio, de que poderia haver público no Centenário para as finais.

Inicialmente se estimava um valor de cerca de US$ 2 milhões (R$ 11 milhões) para a reforma, mas depois Conmebol, AUF e a empresa pública que administra o Centenário decidiram ampliar as melhorias, já visando também a candidatura sul-americana para a Copa do Mundo de 2030, que terá o Centenário como um dos principais estádio —o projeto prevê o Mundial dividido por Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai.

O gramado foi trocado e uma empresa brasileira foi contratada para fazer o serviço — o material, inclusive, foi comprado do Brasil. Toda a drenagem foi reformada e será colocada grama sintética ao redor do campo, nas áreas técnicas onde ficam os treinadores.

Os vestiários foram ampliados, ficando com quase o dobro do tamanho. Há agora áreas de aquecimento, por exemplo. Houve também melhorias nos camarins dos árbitros e de oficiais. A iluminação foi toda trocada.

Houve também reforma nas tribunas, principalmente setores em que a Conmebol colocará camarotes. Salas foram ampliadas e toda a fiação trocada para instalação de telões e refrigeradores. Ainda nas tribunas, áreas para imprensa foram reservadas com a instalação de mesas e pontos de internet.

Cadeiras foram trocadas e a pintura dos setores Amsterdam (reservado às torcidas de Palmeiras e Athletico) e Colombes (para os flamenguistas e fãs do Bragantino), que ficam atrás dos gols, foi modificada. A Conmebol está com a "posse" do Centenário desde o começo dessa semana — inclusive já com o visual gráfico da Copa Sul-Americana espalhado pelo estádio.

A entidade informou que todo o custo operacional da partida, incluindo a reforma, será pago com os 50% que terá direito das rendas das partidas, que serão divididas meio a meio com os clubes. Só na Libertadores, com ingressos partindo de US$ 200 (R$ 1,1 mil), a expectativa é de faturar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões.