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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Clubes dividirão renda da final da Libertadores, mas esperavam preço menor

Conmebol divulgou a divisão das torcidas para a final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo - Reprodução
Conmebol divulgou a divisão das torcidas para a final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo Imagem: Reprodução
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

19/10/2021 16h54

Aos finalistas da Libertadores e da Sul-Americana, a direção da Conmebol deve informar que o alto valor nos preços dos ingressos para as partidas ocorre pelo custo elevado para a organização dos eventos em Montevidéu, no Uruguai. Haverá divisão de metade da renda líquida com os clubes.

No dia 27 de novembro, Palmeiras e Flamengo decidem a Libertadores com ingressos a partir de US$ 200 (R$ 1,1 mil) — para o setor 4 reservado aos torcedores dos clubes finalistas. Uma semana antes, dia 20, Athletico-PR e Red Bull Bragantino se enfrentam pela Sul-Americana e seus fãs terão que desembolsar US$ 100 (560) para entrar no estádio. O ingresso mais caro será de US$ 650 (R$ 3,6 mil), para a tribuna América na Libertadores.

A venda para o público geral começa dia 25 de outubro para a Sul-Americana e 27 de outubro para a Libertadores, por meio da internet, mas os clubes ainda definirão como vão repassar a cota a que têm direito, hoje de cinco mil ingressos cada, para seus torcedores. Provavelmente serão geradas senhas para dar acesso ao site indicado pela Conmebol para a compra.

A coluna apurou que os clubes, principalmente Palmeiras e Flamengo, esperavam preços menores, apesar de dividirem a renda com a Conmebol. Avaliavam algo mais próximo do usado em 2019, na finalíssima entre Flamengo x River Plate, quando o valor para as torcidas dos finalistas foi de US$ 80. No sábado, a coluna já havia revelado que os preços seriam bem mais altos: a Conmebol chegou a estudar cobrar um mínimo de US$ 250 na Libertadores, mas no fim fechou em US$ 200.

O gasto com a reforma do estádio Centenário pode chegar a US$ 1,5 milhão. O gramado foi trocado, os vestiários reformados, inclusive dos árbitros, a iluminação modificada e as tribunas remodeladas, incluindo o setor de imprensa.

A Conmebol aceitou realizar a obra, com exceção do gramado normalmente responsabilidade do país-sede, como gratidão ao Uruguai por ter intermediado com o laboratório Sinovac a doação de 50 mil doses de vacina contra a covid-19 usada por clubes e seleções do continente.

Para realizar uma fan fest na cidade, decorar Montevidéu e o estádio com as marcas das competições que serão decididas na cidade, além da operação de montagem de setores de hospitalidade, o gasto estimado é de US$ 3 milhões, segundo informação da imprensa uruguaia — haverá também, em 21 de novembro, a final da Libertadores feminina, que será no estádio Parque Central, do Nacional.

Se em 2019 o ingresso custou US$ 80, a decisão de 2020 entre Palmeiras e Santos, no Maracanã, foi realizada somente em 30 de janeiro de 2021, por causa da pandemia, e não teve público pagante, apenas distribuição de convites —cerca de 5 mil pessoas estiveram no estádio.

As torcidas brasileiras ficarão nos setores Colombes (Flamengo e Bragantino) e Amsterdã (Palmeiras e Athletico-PR), atrás dos gols, cada uma em uma cabeceira para evitar confrontos dentro do estádio. A tribuna Olímpica, centralizada, terá ingressos vendidos ao público em geral, enquanto na tribuna América, do lado oposto da Olímpica, se concentrarão as áreas de hospitalidade, convidados e imprensa.