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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

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Conmebol retira Rogério Caboclo de Conselho e presidente interino assume

Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, na posse de Rogério Caboclo - Lucas Figueiredo/CBF
Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, na posse de Rogério Caboclo Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

27/09/2021 11h00

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) oficializou a entrada em seu Conselho de Ednaldo Rodrigues, presidente interino da CBF. Apesar de não estar participando das reuniões, o presidente afastado da Confederação Brasileira, Rogério Caboclo, continuava oficialmente no posto.

Há uma semana a Comissão de Ética da CBF decidiu ampliar o afastamento de Caboclo de 15 meses para 21 meses, o que significa que ele não deve reassumir a presidência antes do fim de seu mandato, em abril de 2023. Uma Assembleia das federações também deve confirmar o afastamento e caso haja uma eleição para que um dos oito vices seja efetivado no cargo para terminar o mandato é provável que Ednaldo Rodrigues seja mantido na posição, por isso sua efetivação no Conselho sul-americano.

O órgão toma as principais decisões referentes ao futebol sul-americano e é formado pelo presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, e os dez presidentes de federações, além dos representantes da confederação sul-americana na Fifa, entre eles o brasileiro Fernando Sarney, vice da CBF. Era ele quem vinha representando sozinho o país nas reuniões do Conselho.

Caboclo é acusado por uma funcionária da CBF de assédio sexual e moral. Inicialmente, a Comissão de Ética havia decidido que houve uma atitude inapropriada e o afastou por 15 meses. Após recurso de defesa da funcionária, a comissão trocou a decisão para assédio sexual e aumentou o afastamento para 21 meses, o que coincide exatamente com o fim do mandato de Caboclo.

O presidente afastado da CBF nega que tenha cometido assédio. Em nota, o dirigente já disse que "pediu desculpas públicas à funcionária por ter usado palavras deselegantes, ditas num contexto de amizade, que ela mantinha com ele e sua família". A funcionária retornou ao trabalho na sede da CBF, no Rio, enquanto Caboclo está proibido por uma decisão da Justiça do Trabalho de pisar no prédio por um ano.