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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Brasileirão projeta calendário caótico, principalmente para Flamengo e Galo

Atlético-MG e Flamengo em confronto pelo 1º turno do Brasileiro - Pedro Souza / Atlético / Flickr
Atlético-MG e Flamengo em confronto pelo 1º turno do Brasileiro Imagem: Pedro Souza / Atlético / Flickr
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

14/09/2021 04h00

O calendário do futebol brasileiro nos últimos meses de 2021 deve ser caótico. Clubes como Flamengo e Atlético-MG, se avançarem até as semifinais da Copa do Brasil e final única da Libertadores, podem ter de jogar a cada 48 horas para cumprir a agenda do Brasileirão. A CBF também não deve ter como adiar partidas de times que tenham atletas convocados para as datas-Fifa de outubro e novembro, como fez em setembro.

Por isso, existe uma possibilidade de o técnico Tite poupar alguns jogadores "nacionais" nas próximas listas da seleção brasileira —a dos confrontos das Eliminatórias de outubro já sai na sexta-feira (17). Pode se impor o limite de um atleta convocado por clube, o que implicaria principalmente no Flamengo que tem tido Everton Ribeiro e Gabigol sempre chamados. Isso, claro, não vale para seleções de outros países, sobre as quais a CBF não tem controle.

Pode facilitar isso o acordo feito com os clubes europeus, principalmente os ingleses, que liberarão sem restrição seus jogadores para a data-Fifa de outubro, ao contrário de setembro, quando vetaram atletas de viajar alegando que as restrições de entrada e saída de países por causa da pandemia atrapalhavam. Tite, portanto, terá força máxima. Em setembro, com desfalques, o treinador chamou atletas que jogam em sete clubes do Brasil, três deles com mais de um na lista (Flamengo, Atlético-MG e São Paulo).

Em outubro, com a data-Fifa também estendida para 11 dias (4 a 14) para a realização de três partidas, serão três rodadas da Série A coincidindo no período. A CBF teria de fazer mágica para adiar jogos porque não tem onde encaixá-los até 5 de dezembro, data da última rodada do Brasileirão.

O Flamengo, por exemplo, já tem três jogos a menos no Brasileiro, adiados no primeiro turno por causa de convocações. No calendário atual há apenas um meio de semana livre, de 3 de novembro, em que a CBF estuda, inclusive, encaixar duas partidas do clube carioca para minimizar o atraso. Mas se adiar mais compromissos em outubro e novembro, mesmo se diminuir o tempo entre os confrontos, não adiantará para que o Flamengo chegue em 5 de dezembro com 37 partidas disputadas.

Se avançarem até a semifinal da Copa do Brasil, e depois até a final única da Libertadores, Flamengo e Atlético-MG terão todos os finais de semana e meios de semana ocupados até 5 de dezembro, com exceção de 3 de novembro.

A CBF já adiou para o período das férias dos atletas, nos dias 8 e 12 de dezembro, as finais da Copa do Brasil, anteriormente agendadas para o fim de outubro. A final única da Libertadores será em 27 de novembro, um sábado, o que também implica no adiamento de jogos da 36ª rodada da Série A dos brasileiros que lá estiverem. A situação do Palmeiras é mais tranquila com relação à reposição de confrontos porque já está eliminado da Copa do Brasil.