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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Clubes terão limites diferentes de torcedores na reabertura dos estádios

Torcedores durante a partida entre Flamengo e Defensa y Justicia, no Mané Garrincha, pelas oitavas da Libertadores 2021 - Mateus Bonomi/AGIF
Torcedores durante a partida entre Flamengo e Defensa y Justicia, no Mané Garrincha, pelas oitavas da Libertadores 2021 Imagem: Mateus Bonomi/AGIF
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

05/08/2021 04h00

Pelo menos nos primeiros meses do retorno do público ao futebol teremos clubes que poderão colocar mais torcedores do que outros nos estádios. Isso vai ocorrer porque estados e municípios vão liberar porcentagens diferentes da capacidade das arenas e isso, para a CBF, não é um problema que impeça a volta da torcida.

A direção da confederação brasileira gostaria que houvesse isonomia na retomada do público no Brasileirão, ou seja, que todos os clubes pudessem reabrir os portões juntos. A ideia era testar o protocolo nas quartas de final da Copa do Brasil, entre o fim de agosto e começo de setembro, para que o Brasileirão pudesse receber torcedores a partir do segundo turno em setembro — todos esses prazos devem cair agora que Flamengo e Cruzeiro (para a Série B) conseguiram no tribunal desportivo ter torcida em seus jogos imediatamente.

Como mostrou a coluna, os clubes negociam diretamente com seus governantes a liberação dos torcedores. Os retornos têm sido positivos, já que os decretos de isolamento social por causa da covid-19 têm sido afrouxados nas últimas semanas com a diminuição do número de casos e mortes pela doença. Só que cada estado ou cidade tem ideia diferente de porcentagem de assentos liberados num primeiro momento.

A prefeitura do Rio, por exemplo, liberou 10% do Maracanã para Flamengo e Fluminense nas quartas de final da Libertadores, nas duas próximas semanas — diferente da CBF, a Conmebol liberou a presença de torcedores em seus campeonatos independentemente se um país autoriza e outro não.

O Flamengo achou o número baixo e marcou seu jogo contra o Olímpia, dia 18 de agosto, para o estádio Mané Garrincha, em Brasília. O Distrito Federal foi o primeiro a liberar torcedores nas arenas, ainda em julho, inicialmente para 25% da capacidade e, agora, para 30%, O clube carioca já mandou em Brasília com torcedores o jogo das oitavas de final da Libertadores contra o Defensa Y Justicia, em 21 de julho.

Belo Horizonte liberou 30% das cadeiras dos estádios, número que vai ser usado pelo Atlético-MG nas quartas da Libertadores daqui a duas semanas. No Ceará, os dois clubes da Série A, Fortaleza e Ceará, e a Federação Cearense enviaram ao governo plano para liberar 40% da capacidade do Castelão, como mostrou o jornal O Povo. O estádio já deixou de servir como posto de vacinação contra a covid-19, que foi transferido para um shopping, o que indica que o governo deve em breve autorizar o retorno da torcida.

No Rio Grande do Sul o projeto é liberar 25% dos assentos em um primeiro momento. Em Salvador, Curitiba, Cuiabá, Recife e Goiânia se trabalha com números que variam de 20% a 40% da capacidade das arenas esportivas.

Em São Paulo, que tem cinco (25%) dos times da Série A do Brasileiro, há preocupação dos clubes em como controlar o acesso dos torcedores para conseguir cumprir o protocolo que deve ser adotado — será necessário estar totalmente vacinado contra a covid-19 (duas doses ou dose única, a depender do laboratório) ou apresentar exame negativo para a doença (RT-PCR ou antígeno).

Em reunião recente, o número de 30% da capacidade dos estádios foi considerado ideal para um primeiro momento. Nesta quarta-feira (4), o governador João Doria (PSDB) disse que o plano de reabertura é para novembro, mas haverá pressão para antecipar.