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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

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Protocolo e 'motociata' afastam Bolsonaro da final da Copa América no Rio

Presidente Jair Bolsonaro posa com a taça da Copa América e a seleção brasileira, no Maracanã, em 2019 (Carolina Antunes/PR) - Reprodução / Internet
Presidente Jair Bolsonaro posa com a taça da Copa América e a seleção brasileira, no Maracanã, em 2019 (Carolina Antunes/PR) Imagem: Reprodução / Internet

Colunista do UOL

08/07/2021 10h45Atualizada em 08/07/2021 18h57

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A Conmebol não espera ter Jair Bolsonaro (sem partido) na final da Copa América entre Brasil e Argentina, sábado (10), no Maracanã. A organização do torneio já desenhou todo o protocolo de segurança sem o presidente — a ida da mais alta autoridade do país exigiria algumas modificações em procedimentos, principalmente com relação ao acesso ao estádio.

No mesmo dia da decisão, Jair Bolsonaro tem prevista participação em mais uma "motociata", pela manhã, desta vez no Rio Grande do Sul. O presidente tem reunido apoiadores nos últimos meses em algumas cidades para fazer trajetos de motos — já houve "motociatas", como essas manifestações têm sido chamadas, em São Paulo e no Rio. O Planalto ainda não confirma a agenda de Bolsonaro para o fim de semana.

O protocolo rígido de saúde adotado pela Conmebol para a partida por causa da covid-19 também é um dos motivos que afasta Bolsonaro do Maracanã, na avaliação de dirigentes da confederação — é obrigatório a todos os presentes, por exemplo, a realização de exame RT-PCR até 48 horas antes do confronto. É também obrigatório o uso de máscara durante todo o período em que o convidado estiver dentro do estádio e Bolsonaro tem evitado usar a proteção porque alega já ter contraído a covid-19 (em julho de 2020).

Outro ponto do protocolo que afasta autoridades do Maracanã é a proibição de que convidados entrem no gramado após a partida, para participar da festa. Está, portanto, vetado que um político entregue a taça ao time campeão ou tire fotos com atletas e o troféu, como Bolsonaro fez após o Brasil vencer o Peru na final da Copa América de 2019, também no Maracanã.

INFANTINO

Inicialmente outra ausência na finalíssima seria do presidente da Fifa, Gianni Infantino, mas o cartola alterou sua agenda para estar no Maracanã — informação dada inicialmente pelo Ge.com. Infantino esteve nesta quarta-feira (7) em Miami, nos EUA, participando do Congresso da Concacaf, a confederação das Américas do Norte e Central e após a decisão entre Brasil x Argentina ele viajará para Londres, para domingo (11) acompanhar a final da Eurocopa entre Inglaterra e Itália.

Na Copa América de 2019, Infantino viajou ao Brasil e assistiu in loco o jogo Brasil x Peru pela primeira fase, na Arena Corinthians, mas não pôde estar na final de 7 de julho porque neste dia estava em Lyon, na França, vendo os EUA vencer a Holanda por 2 a 0 na decisão da Copa do Mundo feminina.

Como mostrou o repórter Igor Siqueira, no UOL Esporte, a Conmebol deve colocar cerca de 200 convidados no Maracanã — bem menos do que na final da Libertadores-2020, realizada em janeiro de 2021 por causa da pandemia, que teve 5 mil pessoas no mesmo estádio vendo o Palmeiras bater o Santos por 1 a 0. O número frustrou a entidade, que quando acertou com a CBF e com o governo federal a realização do torneio no Brasil, a 13 dias da abertura depois das desistências de Argentina e Colômbia, imaginava até vender ingresso para a decisão.