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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Por que o São Paulo precisa torcer para o Palmeiras ganhar a Copa do Brasil

Daniel Alves, do São Paulo, em lance com Pepê e Rodrigues, do Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2020 - Pedro H. Tesch/AGIF
Daniel Alves, do São Paulo, em lance com Pepê e Rodrigues, do Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2020 Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

27/02/2021 04h00

O Palmeiras conquistar a Copa do Brasil ajuda o São Paulo a ser cabeça de chave no sorteio dos grupos da Libertadores 2021, que será realizado em 9 de abril. A decisão do torneio mata-mata da CBF, entre Grêmio e Palmeiras, começa neste domingo (28) com o confronto em Porto Alegre — a finalíssima será em 7 de março, no Allianz Parque.

Ficar no pote 1 como cabeça de chave evita confrontos complicados contra times como River Plate ou Boca Juniors, por exemplo. Em 2020 o São Paulo ficou no pote 2 e caiu na chave do River Plate — acabou eliminado no grupo difícil que ainda tinha a forte LDU (EQU) e o fraco Binacional (PER).

A Conmebol divide os potes para definir as chaves da Libertadores por meio do ranking, que foi divulgado no começo de fevereiro. O Grêmio é o terceiro, enquanto o São Paulo aparece em 13º — a pontuação é complexa e leva em conta resultados recentes e históricos na Libertadores e na Sul-Americana, além de performance no Campeonato Nacional.

Se o Grêmio for o campeão da Copa do Brasil entrará direto nos grupos como cabeça de chave — se perder, como ficou em sexto no Brasileiro, irá jogar a fase preliminar da Libertadores e caso chegue na etapa de grupos irá automaticamente para o pote 4, como diz o regulamento.

Dos times já confirmados na Libertadores, seis têm ranking melhor do que o São Paulo e estão na frente para o pote 1: River Plate (1º), Boca Juniors (2º), Palmeiras (4º), Flamengo (6º), Cerro Porteño-PAR (11º) e Olimpia-PAR (12º).

Se o Grêmio ganhar a Copa do Brasil vira o sétimo à frente do São Paulo e aí complica a situação do time do Morumbi, que teria que torcer para nem Nacional (5º no ranking) e nem Peñarol (8º) entrarem na Libertadores direto nos grupos.

O Campeonato Uruguaio ainda não acabou, portanto a associação local não indicou seus representantes na Libertadores a partir da fase de grupos — para as preliminares houve convites. Nacional e Peñarol ainda podem, juntos, entrar direto na fase de grupos, o que tiraria qualquer chance do São Paulo ser cabeça de chave, independentemente do Grêmio.

Mas é improvável. O Nacional, hoje o melhor time do Uruguai, é o líder geral da competição e deve fazer a final, mas o Peñarol precisa se recuperar no Torneio Clausura, ganhá-lo, depois bater o Rentistas na semifinal para ir à decisão. Não é tão simples.

Por isso que, secando o Grêmio, o São Paulo dá um passo importante para ser cabeça de chave no sorteio de 9 de abril. Inter e Atlético-MG, respectivamente o 18º e o 19º do ranking, estarão no pote 2 junto com o Defensa Y Justicia (ARG), campeão da Sul-Americana 2020 e outros times a definir.

O Fluminense, 39º do ranking, também depende do Grêmio para definir seu caminho. Se os gaúchos ganharem a Copa do Brasil, os cariocas vão para a fase preliminar da Libertadores e se avançarem para a de grupos cairão direto no pote 4, o mesmo valendo para o Santos, este confirmado na preliminar.

Mas se o Palmeiras levantar a Copa do Brasil, o G4 do Brasileiro vira G5 e o Fluminense vai direto para a fase de grupos no pote 3. Pelo regulamento da Libertadores, os times de um mesmo país não podem ficar na mesma chave, por isso o Flu não entraria nos grupos de Palmeiras, Flamengo, São Paulo, Atlético-MG e Inter. A exceção é aqueles que chegam da preliminar, que aí podem aparecer junto de equipes de sua nacionalidade.