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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Vasco x Inter teve na cabine o principal árbitro de vídeo do Brasil hoje

Gol de Rodrigo Dourado pelo Inter foi o centro da controvérsia com o VAR em São Januário, pelo Brasileirão 2020 - Reprodução/TV Globo
Gol de Rodrigo Dourado pelo Inter foi o centro da controvérsia com o VAR em São Januário, pelo Brasileirão 2020 Imagem: Reprodução/TV Globo
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

15/02/2021 11h00

A revisão do gol de Rodrigo Dourado na vitória do Inter por 2 a 0 sobre o Vasco, no domingo (14), tinha como árbitro de vídeo hoje o principal especialista da CBF para o VAR. Na avaliação da cúpula da arbitragem da confederação, o fato de José Cláudio Rocha Filho (SP) estar na cabine minimizou um problema maior pela decisão de verificar o lance mesmo sem as linhas que facilitam a checagem do impedimento.

Hoje a elite do VAR da CBF é formada por seis profissionais designados como árbitros de vídeo Fifa e que têm atuado quase que exclusivamente na função.

Os três VARs Fifa que mais atuaram nesta Série A são José Cláudio Rocha Filho (SP), em 30 partidas das 36 rodadas, e Rodrigo Guarizo do Amaral (SP) e Igor Junio Benevenuto (MG), com 25 cada. Completam a lista Wagner Reway (PB), 24 jogos, Rodrigo Nunes Sá (RJ), 18, e Rodrigo D'Alonso Ferreira (SC), 16. Daniel Nobre Bins (RS), que não é Fifa, tem 24 jogos como VAR.

A CBF avalia escalar dois desses VARs da elite para a cabine no decisivo jogo do Brasileirão entre Flamengo e Inter, domingo (21). Há percepção de que a pressão será grande sobre os profissionais que atuam nas cabines. Sá, por ser da Federação do Rio, obviamente está descartado por ser do mesmo estado do Flamengo.

Normalmente eles têm na cabine como AVAR 1 um árbitro que não é exclusivo do VAR, natural porque não haveria como fazer isso já que não há ainda muitos profissionais nessa condição. O AVAR 2 sempre é um auxiliar (o bandeirinha), que fica exclusivamente responsável por analisar revisões de impedimentos, lances que geraram polêmica na última rodada.

O gol de Rodrigo Dourado, o primeiro do Inter contra o Vasco em São Januário, foi duvidoso com relação a seu posicionamento. As linhas horizontal e vertical que são usadas na cabine do VAR para checar lances de impedimento não funcionaram. Segundo a CBF, a empresa Hawk-Eye, responsável pela parte operacional, foi cobrada sobre a falha que prejudicou o uso das linhas.

A entidade afirmou que o lance foi checado mesmo assim e confirmada marcação de campo, que não viu impedimento no gol de Dourado. O blog apurou que a decisão de Rocha Filho de fazer a checagem mesmo sem as linhas foi fundamental para validar a decisão — o áudio do diálogo entre Rocha Filho e o árbitro de campo, Flávio Rodrigues de Souza (SP), será disponibilizado ao Vasco.

A direção do Vasco avisou que pedirá a anulação da partida, mas é improvável que o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) acate já que o protocolo do VAR prevê que falhas de equipamentos não são passíveis de anulações. O regulamento geral das competições da CBF deixa claro que a CBF não precisa usar o VAR em todas as partidas e isso se estende a lances específicos.