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Marcel Rizzo

Corinthians, Fla e Palmeiras articulam campanha de vacinação contra covid

Enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, primeira brasileira a receber dose da vacina - Governo do Estado de São Paulo / Divulgação
Enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, primeira brasileira a receber dose da vacina Imagem: Governo do Estado de São Paulo / Divulgação
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

21/01/2021 10h35

O futebol deve participar da campanha de vacinação contra a covid-19. Há articulação entre CBF, federações estaduais e clubes sobre como atuar nos próximos meses e três clubes despontam no processo de discussão que haverá com o governo federal: Flamengo, Palmeiras e Corinthians.

O Ministério da Saúde deve nas próximas semanas lançar uma campanha que incentive as pessoas a se vacinar — apesar de o presidente Jair Bolsonaro afirmar que a imunização não será obrigatória, o governo deve focar na segurança das vacinas e na importância de o maior número de pessoas receber as doses.

Os entes do futebol devem aparecer num segundo momento, quando for ser iniciada a fase 2 da campanha nacional de vacinação, ainda sem data e que terá foco em idosos a partir de 60 anos que terão que se deslocar a postos de saúde para serem imunizados.

A ideia é atuar em duas frentes: jogadores podem participar de campanhas veiculadas em TVs, rádios e redes sociais e os times entrarem em campo com faixas e mensagens nas camisas incentivando a vacinação — essa segunda etapa depende, claro, de acordo com os patrocinadores de uniforme de cada clube.

Há discussão se isso será feito ainda durante o Brasileirão-2020, que só terminará em 25 de fevereiro, ou terá início nos Estaduais, já em março.

A primeira fase de vacinação, que está em andamento, tem como alvo profissionais de saúde, que são imunizados em seus postos de trabalho, idosos que vivem em abrigos, que recebem as doses nos locais em que moram, e indígenas aldeados maiores de 18 anos. Idosos acima de 75 anos também estão previstos a receberem a vacina nessa primeira fase e muitas cidades estão se preparando para vaciná-los em casa.

Por enquanto a quantidade de doses disponível, 6 milhões da vacina Coronavac produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, não será suficiente nem para atender as pessoas da primeira fase de imunização. Espera-se a liberação de mais um lote de 4,8 milhões de doses da Coronavac e a chegada do imunizante da Oxford-AstraZeneca, comprada pelo governo federal e que tem parceria de produção com a Fiocruz.