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Entenda por que o VAR demora a checar lances de impedimento no Brasileirão

Sala do VAR, chamada de VOR, usada nas competições da CBF - Divulgação
Sala do VAR, chamada de VOR, usada nas competições da CBF Imagem: Divulgação
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

07/09/2020 11h30

A CBF usa desde 2019 dois modelos diferentes na disposição dos profissionais na cabine do VAR em suas competições. Na Copa do Brasil, que tem o árbitro de vídeo somente a partir das oitavas de final, um operador de replay extra fica exclusivamente responsável por selecionar e ajustar imagens em lances de impedimento. Já no Brasileirão há somente um técnico para os replays, que fica a cargo de preparar as jogadas de todas as câmeras para os árbitros checarem.

O impedimento é, na maioria das vezes, objetivo, ou seja, não precisa que o árbitro principal vá até o monitor da lateral do campo checar. E, também na maioria das vezes, até mesmo a olho nu é possível cravar que um jogador estava ou não impedido. Por que, então, há tanta demora de checagem até mesmo nesse lance que deveria ser resolvido em poucos segundos?

O impedimento é checado na cabine do VAR com base em linhas verticais e horizontais que são montadas a mão pelo operador de replay. Quem revisa é o AVAR 2, o segundo auxiliar de vídeo que tem como formação assistente de campo, o popular bandeirinha. O problema é que com apenas um operador de replay pode haver demora até no início da checagem, já que outro lance pode estar sendo revisto — um toque de mão, por exemplo.

Se há dois operadores de replay, enquanto um está ajustando a imagem para o VAR ou o AVAR1 observarem um lance, o outro está exclusivamente com o AVAR 2 ajeitando as linhas para observar se houve ou não um impedimento. Há, portanto, maior agilidade.

Mas por que esse operador extra também não é usado no Brasileirão? Por custo. A estimativa da CBF é que aumente em até R$ 20 mil por jogo ter essa tecnologia extra porque não é apenas um profissional (remunerado, claro) na cabine, mas também o equipamento. Isso, em dez jogos, aumentaria o gasto com o VAR em R$ 200 mil por rodada — o valor atual beira os R$ 500 mil.

O padrão para a VOR (a sala onde ficam os profissionais do VAR), e que é usada no Campeonato Brasileiro, são seis pessoas na cabine: três árbitros, o VAR, o principal, e dois auxiliares, um deles bandeirinha que analisa lances de impedimento, um operador de replay, um outro técnico a cargo da "ponte" entre a cabine e os técnicos da TV que é responsável pelas câmeras e o assessor da CBF que tem como função avaliar se o protocolo está sendo seguido.

No modelo que tem sido usado na Copa do Brasil aumenta para sete o número de pessoas na sala, com um operador extra para o AVAR que fica responsável por avaliar o impedimento. São portanto, nesse caso, dois operadores, além dos três profissionais de arbitragem, do técnico e do assessor.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.