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Marcel Rizzo

Fifa faz ajuste e muda datas da janela de transferências sugeridas pela CBF

Palmeiras está negociando Dudu com o futebol do Qatar - Cesar Grecco/Palmeiras
Palmeiras está negociando Dudu com o futebol do Qatar Imagem: Cesar Grecco/Palmeiras

Colunista do UOL

17/07/2020 11h31

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A Fifa alterou levemente o pedido da CBF para as novas datas da janela internacional de transferências. A entidade ganhou um dia entre julho e agosto, como havia solicitado, mas perdeu quatro entre outubro e novembro. O ajuste feito pela federação internacional foi para fechar em quatro semanas o período mais longo.

A janela de transferências internacional para o Brasil ficou então assim, segundo documento oficial da Fifa: entre 20 de julho e 10 de agosto, que é um complemento ao período que foi aberto no início do ano (entre janeiro e abril) e acabou prejudicado pelos efeitos da pandemia do coronavírus, e entre 13 de outubro e 9 de novembro, que substitui o cancelado entre 1º e 31 de julho.

Na solicitação à Fifa, a CBF enviou como fim dessa primeira janela que já começa na próxima segunda-feira, dia 20, o dia 9 de agosto, como divulgou também em seu site. Mas fez um pedido para que, se possível, ela durasse um dia a mais, até o dia 10, quando fecha a primeira rodada do Brasileiro.

Essa solicitação foi aceita pela entidade, portanto os times terão um dia a mais, uma segunda-feira, para inscrever atletas contratados de fora do país — lembrando que as negociações entre clubes nacionais têm prazos diferentes e dependem do regulamento dos campeonatos.

A CBF pediu também para que a segunda janela fosse de 9 de outubro a 9 de novembro, 32 dias entre uma sexta-feira e uma segunda-feira, mas nesse período a Fifa decidiu fazer um ajuste, deixando com 28 dias, quatro semanas exatas. Pelas regras da Fifa, a janela de transferências mais curta do ano têm que ter um máximo de quatro semanas.

A pandemia do novo coronavírus fez a Fifa criar um terceiro período de janela internacional de transferências para as associações — o regulamento normal prevê duas, no caso do Brasil uma entre janeiro e abril e a segunda em julho.

Na prática, as confederações não terão mais semanas para inscrever ou vender atletas para outros países, além das 16 totais — 12 na primeira e quatro na segunda. Mas poderão dividir esse período em três, em vez de dois, ganhando margem para inscrições no calendário tumultuado pela pandemia.

A CBF acabou complementando a primeira janela, de janeiro a abril, com datas entre julho e agosto, e adiando a normal de julho para outubro e novembro. Os países europeus com as principais ligas optaram por adiar também o fim de suas janelas de verão (por lá) para outubro: Alemanha, Portugal, Itália, Inglaterra e Espanha fizeram isso