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Copa-2022: por que talvez você não precise acordar cedo para ver o Brasil

Estádio da Cidade Educação, em Doha (Qatar), receberá oito jogos da Copa do Mundo de 2022 Imagem: Reprodução/Confederação Asiática de Futebol (AFC)
Marcel Rizzo

Colunista do UOL

17/07/2020 04h00

É provável que os brasileiros não precisem acordar muito cedo para ver o Brasil na Copa do Mundo de 2022, apesar de um dos horários definidos para início de jogos do Mundial, às 13h do Qatar, significar 7h em Brasília.

A Fifa, ao contrário do que sempre fez, só definirá o horário e o local das partidas após o sorteio dos grupos, previsto ainda para abril de 2022 apesar do atraso nas Eliminatórias que a pandemia do novo coronavírus causará. Mas como isso vai funcionar e talvez impedir que os jogos do Brasil por aqui comecem tão cedo?

A Fifa informou que uma vez que os grupos e jogos da primeira fase sejam conhecidos será discutida a possibilidade de proporcionar um horário de partida mais benéfico para o público em casa. O blog apurou que a ideia é que times sul-americanos, por exemplo, evitem o horário das 13h, que significa partidas muito cedo para os torcedores nesses países e que poderia gerar audiências mais baixas — o que desagradaria aos patrocinadores.

Isso dependerá de ajustes assim que os grupos forem definidos, mas a ideia da Fifa é que o Brasil, se conseguir a classificação, jogue nos horários locais das 16h (10h de Brasília), 19h (13h de Brasília) e 22h (16h de Brasília). A final do Mundial, marcada para 18 de dezembro, um domingo, será às 18h (meio-dia de Brasília). A abertura, dia 21 de novembro, será 13h, 7h no Brasil, mas quem estará em campo como cabeça de chave são os donos da casa, o Qatar.

Nesta quarta (15), a Fifa divulgou horários e que serão quatro partidas por dia na primeira fase da Copa do Qatar, mas não definiu ainda qual jogo ocorrerá em cada estádio e a hora de início. A Fifa sempre divulgou esse calendário já definido, por exemplo, local e horário do jogo B1 x B4 ou D2 x D3, só esperando definir quais seleções seriam essas letras e esses números.

Para o Qatar a Fifa fez diferente: primeiro entenderá quem são as seleções B1 e B4 para depois definir em qual estádio ocorrerá esse confronto e qual será o horário — os dias já estão definidos (a propósito, B1 x B4 será em 29 de novembro e D2 x D3 no dia seguinte, 30).

Seleções europeias poderiam tranquilamente atuar nesse horário das 13h do Qatar, já que o fuso proporcionaria uma partida no fim da manhã para a torcida em casa. Mas este não é o único fator que fez a Fifa esperar para dividir os jogos por estádios e horários. A Copa do Qatar será atípica porque as distâncias são curtas e será possível o torcedor ver tranquilamente dois confrontos no mesmo dia. Por que então não dar a chance dessas pessoas assistirem in loco Messi e Cristiano Ronaldo com diferença de poucas horas?

Isso, claro, dependerá da disposição dos grupos, já que o dia que cada chave entra em campo já está definido. Falta, como vimos, horário e estádio, o que pode fazer também a Fifa direcionar partidas a horários mais distantes no mesmo dia, e estádios mais próximos, para que dois jogos mais atrativos possam ser vistos pelas mesmas pessoas que, claro, estejam dispostas e possam desembolsar vários dólares para isso.

A Copa do Qatar será a última com 32 participantes, a partir de 2026 nos EUA, Canadá e México teremos 48 seleções, mas já será diferente do que estamos acostumados. Por causa do calor será disputada entre novembro e dezembro, e não entre junho e julho, e não em 32 dias, mas em 28. Quatro dias a menos parece pouco, mas não é. Por isso a Fifa precisou colocar quatro partidas por dia, o que a logística ajuda, e criar quatro horários distintos.

Uma primeira fase em 12 dias (na Rússia-2018 foram 14), sem folga entre a etapa de grupos e as oitavas, ou seja, uma abundância de jogos de futebol para os fanáticos que, se forem brasileiros e estiverem no país, talvez não precisem acordar tão cedo para torcer por sua seleção.

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