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Marcel Rizzo


Sem certeza do fim da Libertadores, Fifa deve adiar Mundial de Clubes-2020

Técnico Jurgen Klopp comemora gol de Roberto Firmino para o Liverpool na final do Mundial de Clubes 2019 contra o Flamengo - Giuseppe Cacace/AFP
Técnico Jurgen Klopp comemora gol de Roberto Firmino para o Liverpool na final do Mundial de Clubes 2019 contra o Flamengo Imagem: Giuseppe Cacace/AFP
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

16/04/2020 14h20

Classificação e Jogos

Por causa da pandemia do novo coronavírus, a Fifa já adiou o primeiro Mundial de Clubes que organizaria com 24 participantes, que seria em 2021 na China, e deve ser obrigada também a postergar a última edição que pretende fazer do torneio no formato atual, com sete times e que está marcado para dezembro de 2020, no Qatar.

Não há garantia das confederações que seus torneios continentais serão concluídos em 2020, o que inviabilizaria a realização do Mundial em dezembro já que não haveria clubes classificados. O problema é o mesmo em cada continente: fronteiras fechadas que inviabilizam o deslocamento dos clubes.

A ideia da Fifa, hoje, é adiar para dezembro 2021 o Mundial com sete participantes, mantendo o Qatar como sede porque o evento será teste para a Copa do Mundo de 2022. A Fifa não pode simplesmente cancelar essa edição em 2020 porque há um contrato assinado de patrocínio exclusivo com o grupo chinês Alibaba, de venda online. O campeonato terá que ocorrer, independentemente de quando será.

Já o Mundial turbinado com 24 clubes deve ficar para meados de 2022, meses antes da Copa do Mundo do Qatar. Ele seria inicialmente entre junho e julho de 2021, na China, mas foi adiado porque nesse período Uefa e Conmebol realizarão a Eurocopa e a Copa América, postergados de 2020 por causa da pandemia. A China continuará como sede.

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) não sabe se conseguirá concluir a Libertadores depois de ouvir de representantes de governos da América do Sul que o acesso entre as fronteiras do continente dificilmente estará normalizado em 2020. O torneio parou com quatro rodadas da fase de grupos ainda a se realizar — a final única ainda está programada para 21 de novembro, no Maracanã.

Na Europa, a Liga dos Campeões foi interrompida em meio às oitavas de final e a Uefa (União Europeia de Futebol) está sem ideia de prazos, apesar de ter citado o fim de agosto como data possível para concluir a competição.

Nenhuma confederação conseguiu concluir seu torneio continental em 2020. O mais adiantado era o da África, que teve que parar antes das semifinais. Raja Casablanca (Marrocos), Zamalek (Egito), Al-Ahly (Egito) e Wydad Casablanca (Marrocos) não sabem quando terminarão o campeonato que estava previsto para ter a final em 29 de maio.

Na Concacaf, que reúne as associações das Américas do Norte e Central, o campeonato foi parado nas quartas de final, com três representantes dos EUA: New York City FC, Los Angeles FC e o Atlanta United. Os EUA é o país com maior número de casos confirmados e de mortes pelo novo coronavírus no mundo: são mais de 650 mil contaminados e de 33 mil óbitos. É improvável que os times americanos voltem para a competição neste ano ainda.

Ásia e Oceania também tiveram as competições paralisadas, o que faz a Fifa, neste momento, não ter times para jogar o campeonato em dezembro. Sete brasileiros disputavam esse ano vaga no Mundial via Libertadores: Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Inter, Grêmio e Athletico-PR.

Marcel Rizzo