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Marcel Rizzo


Sul-Americana começa sem que clubes saibam se taça dá vaga em Super Mundial

Telão do estádio Nueva Olla mostra os parabéns da Conmebol por vaga do Independiente Del Valle - Arquivo Pessoal
Telão do estádio Nueva Olla mostra os parabéns da Conmebol por vaga do Independiente Del Valle Imagem: Arquivo Pessoal
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

04/02/2020 10h31

Classificação e Jogos

A Copa Sul-Americana começa nesta terça-feira (4) sem que os clubes participantes saibam se terão vaga no novo Mundial de Clubes da Fifa, em 2021 na China, caso vençam a competição. Seis brasileiros iniciam a Sul-Americana na primeira fase (Vasco, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Atlético-MG e Bahia), mas outros podem entrar a partir da segunda fase via Libertadores.

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) deve definir os critérios de classificação de suas seis vagas em março — vai aproveitar que o Conselho da Fifa se reunirá justamente em Assunção e o tema estará na pauta.

Há uma divergência entre o que quer a confederação sul-americana e o que deseja a federação internacional. Os sul-americanos gostariam que duas das seis vagas fossem dadas aos campeões da Sul-Americana, de 2019 e 2020. A Fifa, como revelou o Globoesporte.com, prefere que mais vagas sejam dadas a times por meio da Libertadores, o principal torneio sul-americano.

Por que isso? Para a Fifa, vaga via Sul-Americana aumenta as chances de times de menor expressão estarem no Mundial, o que para a entidade não é bom principalmente na primeira edição do "Super Mundial" turbinado com 24 participantes. Para atrair patrocinadores, a Fifa quer times de tradição.

Se a Conmebol for, digamos, obrigada a não levar campeões da Sul-Americana ao Mundial uma saia justa já terá sido criada. Ao final do confronto que definiu o Independiente Del Valle, do Equador, campeão da edição 2019 contra o Colón (ARG), em Assunção no dia 9 de novembro, o telão do estádio Nueva Olla parabenizou os equatorianos pela classificação ao Mundial-2021. Mas não foi só isso: nos bastidores pós-jogo, os dirigentes do Del Valle receberam confirmação de cartolas da Conmebol de que a vaga estava garantida.

Campeão da Libertadores-2019, o Flamengo recebeu a mesma confirmação, mas os brasileiros estão dentro mesmo que oficialmente a Conmebol ainda não tenha definido como se dará a distribuição das vagas. O mesmo acontecerá com o vencedor da Libertadores-2020. A questão é que a Fifa quer os vices da Libertadores, o que já daria vaga, por exemplo, ao River Plate, segundo colocado em 2019. Um time argentino de massa é o ideal para a Fifa.

Se nada mudar, a Europa terá oito vagas e a América do Sul seis na China-2021. Inicialmente a Fifa avisou que as confederações definiriam seus critérios de classificação, mas depois parece ter se arrependido. A Conmebol pode ceder ao classificar vices da Libertadores e pedir para manter os campeões da Sul-Americana, ou então abrir vaga para Libertadores anteriores. Como a de 2018, que teve o Boca Juniors vice-campeão — que seria um clube ideal para os planos da Fifa.

A Conmebol cogitou recriar a Supercopa de campeões da Libertadores para definir até duas vagas ao Mundial de 2021, mas a ideia foi rechaçada por Brasil e Argentina que já veem o calendário inchado no continente.

Marcel Rizzo