Juca Kfouri

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La Roja, com fúria, Yamal e muito futebol, está na final

Aos 5 minutos, inversão de jogo da esquerda para direita de Nico Williams para Lamine Yamal pôs a bola na cabeça de Fabián Ruiz no segundo poste para fazer 1 a 0 para a Espanha e o atacante cabeceou mal, por cima.

Aos 8 minutos, inversão de jogo da direita para esquerda de Ousmane Dembélé para Kylian Mpabbé que pôs a bola na cabeça de Kolo Muani no segundo poste para fazer 1 a 0 para a França e o atacante cabeceou bem, na rede!

Antigamente se dizia que bola cruzada na pequena área era do goleiro. Nem Maignan e nem Simón foram nessas aulas.

A Espanha não sentiu.

Mpabbé jogava sem máscara é bem.

Yamal também e muito bem.

Tão bem que, aos 20, com a canhota que trouxe do berço, marcou um golaço de fora da área, no ângulo e com o requinte de tocar a trave, sem chance para Maignan: 1 a 1.

A França sentiu.

Quatro minutos depois Dani Olmo driblou Tchouaméni dentro da área e bateu cruzado com violência para Koundé, ao tentar cortar, mandar contra o próprio gol: virada para 2 a 1 de La Roja que jogava como se fosse La Furia e gol bem dado a Olmo

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A França sentiu mais ainda.

A segunda metade do primeiro tempo foi disputada com menor intensidade como se as duas seleções tivessem percebido que finalização no gol era gol e todo cuidado, pouco.

A Espanha, sem Carvajal e Le Normand, suspensos, e Pedri, machucado, embora maravilhosamente substituído por Olmo, ia bem ao administrar a vantagem na véspera de comemorar os 17 anos de Yamal, neste sábado.

Mas escolheu viver perigosamente no segundo tempo, dando a bola aos franceses e só no começo fez Maignan trabalhar, ao sair na intermediária para cortar contra-ataque e desarmar Williams com grande categoria.

Daí para frente só Simón trabalhava, uma, duas, três vezes.

No mais, com a bola, os espanhóis tocavam pra lá e pra cá ao seu modo mais Roja que Furia, sem castigar a meta francesa, só os pulmões rivais.

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Navas teve de dar lugar a Vívian, aos 57.

Griezmann, Barcola e Camavinga, aos 62, para saídas de Kanté, Muani e Rabiot.

Merino e Oyarzabal nos lugares de Olmo e Morata, aos 76. E Giroud no de Dembélé.

Em busca do fôlego final, dois times vindos de prorrogações e em final de temporada, mostravam o inevitável esgotamento, noves fora Yamal e Williams, 16 e 21 anos respectivamente, e armas para os contra-ataques que não aconteciam.

Se o primeiro tempo teve nota 9, o segundo levava 6 e olhe lá.

Cinco minutos foi o tempo dado de acréscimos, com as entradas de Zubimendi e Ferrán Torres nos lugares dos meninos das extremas.

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A Espanha está na final, contra Inglaterra ou Holanda, e como favorita seja contra quem for.

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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