Juca Kfouri

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Alemanha massacra a Escócia em Munique

A Eurocopa começou com dois minutos de atraso em Munique, o que, em se tratando da organização alemã, é quase um escândalo.

A Alemanha tetracampeã mundial e tricampeã continental recebeu a Escócia, cuja maior conquista no futebol foi o título de campeão europeu de clubes com o Celtic, em 1966/67, time composto por 11 escoceses, ao derrotar a Inter de Milão.

Logo aos dez minutos os anfitriões abriram o placar, com o Wirtz, 21 anos, sem que a Escócia pegasse na bola, exageros à parte.

Antes do 20° minuto, 2 a 0, em jogada iniciada por Gundogan para Havertz e completada por Musiala, com arte e rapidez.

Já dava pena de Robertson, o brilhante lateral do Liverpool e capitão escocês.

Mantida a média de um gol a cada dez minutos, e o jogo terminaria 9 a 0, se a conta não estiver errada.

Mas, não, o jogo chegou aos 30 minutos sem o 3 a 0.

Julian Nagelsmann, o treinador germânico, vai completar apenas 36 anos em finais de julho.

É apenas dois anos mais velho que Toni Kroos, três que Gundogan e dois anos mais moço que o goleiro Manuel Neuer.

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A Alemanha não fez mais gols até perto do fim do primeiro tempo, quando Gundogan foi atingido na área britânica e Havertz fez 3 a 0 na cobrança de pênalti que resultou, também, na expulsão do zagueiro Porteous.

Restava saber o que os germânicos combinariam para o segundo tempo contra dez adversários. Porque dava para fazer mais que 9 a 0.

Apaixonada por futebol, a festeira torcida escocesa invadiu Munique sabedora de que ganhar seria quase um milagre, mas, ao menos com a expectativa de jogo duro, viam um baile germânico.

Quando o segundo tempo começou certamente os invasores já planejam tomar cerveja com os donos da casa.

Quem sabe se contra a Hungria e a Suíça a sorte não seria outra, embora os suíços sejam os 19ºs colocados do ranking da Fifa, os húngaros os 26ºs e os escoceses apenas os 39ºs.

O Brasil é o quinto, atrás de Argentina, França, Bélgica e Inglaterra.

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Virou treino de ataque contra defesa sem que os alemães fizessem muita questão de golear, mais ou menos como fizeram no Mineirão e nem é bom lembrar.

Daí, aos 62 minutos, Havertz e Wirtz saíram e Füllkrug e Sané entraram, talvez porque o treinador quisesse mais e tenha desafiado a nova dupla de atacantes a repetir o que os titulares haviam feito nos primeiros 45 minutos.

E não é que Füllkrug fez o gol mais bonito, o do 4 a 0, seis minutos depois de ter entrado, ao completar belíssima jogada de Musiala?

Thomas Müller, 34 anos, estava no banco e aos 73 foi para o jogo no lugar de Musiala, 21.

Dois minutos, Füllkrug, 31 anos, recebeu de Müller e fez 5 a 0, mas o grandalhão estava impedido.

Os alemães faziam linha de passe pelo alto na área e os escoceses, rendidos, humilhados, assistiam, sem dar um pontapé.

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Kroos saiu para Emre Can jogar.

Aos 86, gol de Rüdiger!

Contra! 4 a 1. Segure a festa escocesa. Afinal, com dez, o placar do segundo tempo foi empate. Edimburgo, a capital, e Glasgow comemoram.

Mas, que fiasco, antes do fim de jogo, 5 a 1, gol de Can.

O jogo de abertura da Euro começou com atraso, como já dito, algo nada usual, mas a estreia não pesou nada nas costas da vencedora seleção anfitriã, embora venha de maus resultados internacionais, eliminada na fase de grupo das Copas do Mundo de 2018 e 2022, provavelmente por praga brasileira depois do que fizeram por aqui em 2014.

A Euro está só começando e promete.

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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