Técnico linha dura e fator casa: os segredos da Juve em revanche com Barça
Em junho de 2015, cerca de um ano depois de assumir a Juventus, Massimiliano Allegri amargou a derrota por 3 a 1 para o Barcelona na final da Liga dos Campeões. Agora, quase dois anos depois, ele terá a oportunidade de uma revanche pelas quartas de final do torneio continental, em duelo que ocorrerá nos dias 11 e 19 de abril. O treinador tem armas importantes para tentar frear Messi, Neymar e cia. e para dar otimismo à torcida de Turim até lá.
Ele mesmo é um importante trunfo da Juventus. Em três temporadas, Allegri foi bicampeão do Campeonato Italiano e da Copa da Itália. Na atual campanha, seu time lidera com folga o Italiano e está perto da vaga na final do torneio eliminatório. Dois tricampeonatos se aproximam.
Para buscar esses troféus, Allegri hoje conta com o respeito do elenco e tem domínio sobre o vestiário. Quem acompanha seu trabalho de perto garante: ele sabe se posicionar diante dos jogadores, mesclando confiança no time e uma liderança inquestionável.
E para chegar nesse ponto, o treinador comprou algumas brigas. Cuadrado, Khedira e Dybala já experimentaram um embate com Allegri. Recentemente, Bonucci ficou fora das oitavas da Liga dos Campeões após uma discussão com o comandante no vestiário.
Nas entrevistas, o técnico usa o bom humor quando precisa e sabe direcionar o foco das perguntas, nem que para isso se critique diante dos repórteres. Torcida, elenco e diretoria se renderam ao comandante.
"Ele não é só um bom treinador na parte tática, mas também é um ótimo profissional e um líder real no vestiário, uma característica que é cada vez mais importante no futebol moderno", resumiu Beppe Marotta, diretor da Juventus, ciente do crescente interesse de outros clubes no treinador.
Outro fator favorável à Juventus é a força em casa. A equipe não perde em seu estádio desde 23 de agosto de 2015, quando caiu por 1 a 0 diante da Udinese. São 40 vitórias e seis empates desde então. E nem o desmanche que o time titular sofreu alterou esse quadro.
A torcida se preocupou quando nomes como Pirlo, Pogba, Arturo Vidal, Tevez e Morata deixaram o clube. Mas Allegri soube reconstruir a equipe sem grandes decepções durante o processo. Mais que isso, fez jogadores evoluírem sob seu comando, outra virtude muito apontada pela mídia italiana sobre seu trabalho.
A dedicação de Mandzukic, por exemplo, é apontada como um símbolo do efeito Allegri sobre os jogadores. Ele chegou ao clube em 2015 com a fama de não ser aquele atacante voluntarioso, mas hoje é fundamental no esquema tático.
Além dele, chegaram nomes como Alex Sandro, Dybala e, mais recentemente, Daniel Alves e Higuaín. Todos desfrutam de prestígio com o treinador e ajudaram a levar a Juventus às quartas de final de forma invicta (seis vitórias e dois empates). E agora surge o Barcelona pela frente, mais uma vez.
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