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Preparador do Boca diz ter ouvido que time poderia ser suspenso por 10 anos

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Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

26/11/2018 16h27

Javier Valdecantos, preparador físico do Boca Juniors, revelou que o clube foi pressionado a entrar em campo por diretores da Conmebol, no último sábado, em Nuñez, após a confusão gerada por torcedores do River Plate e que adiou a decisão da Copa Libertadores. Em entrevista à emissora ‘Radio de Verdad’, nesta segunda-feira (26), o funcionário da equipe xeneize detalhou como foram as ameaças.

“Me disseram: ‘Se o Boca não se apresentar, são 10 anos de suspensão para o clube’. O que se passou no ônibus foi uma uma loucura porque não foi uma tragédia. Por sorte, agarraram o volante depois que o motorista foi agredido”, contou o preparador. 

Valdecantos também descreveu como estava o vestiário do Boca Juniors após o ônibus ser atacado por torcedores do rival, que arremessaram copos, garrafas, paus e pedras no veículo: “Jara estava com um corte no pé; Pablo Pérez com copo embutido no olho; Lamardo ferido; jogadores estavam vomitando...”, disse.

Questionado se considerava justo jogar a final do torneio continental em outro país, Valdencantos opinou: “Creio que a Conmebol deve estar de acordo com as regras. Não parece sensato jogar em outro país. É um problema nosso, não devemos levar a outro lugar”, concluiu.

Nesta terça-feira (27), os mandatários das duas equipes e o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, se reunirão em Assunção (Paraguai), na sede da Conmebol, para discutir a nova data do jogo de volta da final do torneio continental. 

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