PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Presidente do Grêmio pede suspensão de até três anos ao River Plate

Romildo Bolzan Júnior, presidente do Grêmio, pede punição ao River Plate  - Lucas Uebel/Grêmio
Romildo Bolzan Júnior, presidente do Grêmio, pede punição ao River Plate Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Do UOL, em Porto Alegre

25/11/2018 16h03

O presidente do Grêmio pediu, em entrevista à Rádio Mitre, da Argentina, suspensão de até três anos ao River Plate pelos problemas ocorridos na semi  e na final da Libertadores. Segundo Romildo Bolzan Júnior, a competição não pode continuar. Neste domingo, a Conmebol adiou mais uma vez a decisão após protesto do Boca Juniors.

"Eu creio que não deve ser jogado mais o campeonato, pelo que aconteceu na semifinal, pelo que fizeram o Gallardo e o River Plate, pelo VAR, que foi inexistente e irresponsável, incapaz de analisar um lance com adequação, por isso. O clube tem que ser também responsável pelo que aconteceu dentro e fora do estádio (na final). Não é de hoje, não é de agora, é de muito tempo. Tem que ser punido, não competir mais em jogos sul-americanos por dois ou três anos. Se fosse sério, razoável, de acordo com o regulamento, esta seria a aplicação mais correta", disse Bolzan.

Veja também:

O presidente gremista ainda definiu como 'vergonha' o comportamento do clube argentino, tanto nas semi quanto na final.

A partida final seria disputada no sábado, mas foi adiada pelos atos de vandalismo da torcida do River contra o ônibus da delegação do Boca Juniors nas proximidades do estádio Monumental de Nuñez. E neste domingo, um acordo postergou novamente a partida decisiva, ainda sem data definida. 

Na semifinal, em Porto Alegre, o técnico Marcelo Gallardo descumpriu uma punição e foi ao vestiário de seu time no intervalo do jogo, além de passar orientações por rádio ao auxiliar que ficava à beira do gramado.

O Grêmio, na ocasião, tentou a reversão do placar em recurso na Conmebol. No entanto o pedido não foi acatado.

"A Conmebol não se mostrou comprometida com a ética, o regulamento, e o que aconteceu em Porto Alegre se repete agora. E o responsável é quem organiza o futebol, que é a Conmebol. Quando o regulamento é desrespeitado, há um ilícito. O River Plate confrontou o Fair Play em Porto Alegre contra o Grêmio e agora contra o Boca. E quando a Conmebol aceita isso, desrespeita todas as regras e há uma conivência com todo o ocorrido", completou. 

Ainda não há data definida para o jogo derradeiro entre River e Boca na final. No jogo de ida, na casa do Boca, empate em 2 a 2. 

Futebol