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Palmeiras de Felipão tem desafio de esquecer pragmatismo para bater o Boca

Felipão durante jogo entre São Paulo e Palmeiras - Ale Cabral/AGIF
Felipão durante jogo entre São Paulo e Palmeiras Imagem: Ale Cabral/AGIF

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

29/10/2018 04h00

Não há discussão que o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari é eficiente. Os números refutam qualquer contestação: são 16 vitórias, cinco empates e três derrotas, o que significa um aproveitamento de quase 75% dos pontos disputados. O que entra em campo nesta quarta-feira (31), no entanto, é o estilo de jogo da equipe forjada pelo pentacampeão.

O pragmatismo da equipe que tem como objetivo errar o menos possível precisará ser trocado pela ofensividade e busca incessante pelo gol. Não é à toa que o treinador já sinalizou que estudará as possibilidades para mudar sua formação.

Nas vezes em que precisou atacar, buscar o resultado, o Alviverde sofreu. A mais recente delas foi contra o Cruzeiro, na Copa do Brasil. Depois de perder na ida por 1 a 0, no Allianz Parque, o time paulista precisava atacar os mineiros e quase não conseguiu.

Agora, depois de perder por 2 a 0 contra o Boca Juniors, os comandados de Felipão precisarão buscar ao menos uma vitória pelo menos placar para levar a decisão para os pênaltis. O 3 a 0, que classificaria diretamente para a final, só foi alcançado uma vez na temporada com Felipão, contra o Vitória.

Desde a sua chegada, o treinador tem sido muito elogiado por consertar o sistema defensivo. A equipe chegou a ficar oito jogos sem sofrer gols e o segredo não era tão complexo: volantes que ficam mais à frente da zaga e laterais que se revezam para subir, sem expor a defesa. Também não é coincidência que o Palmeiras minimiza a necessidade de ter maior posse de bola.

O segredo era aproveitar os erros dos adversários explorando as velocidades pela ponta e o poder de finalização do número 9. Com Deyverson, o time ainda ganha mobilidade e um poder ainda maior na famosa “casquinha” tão pedida pelo treinador. A bola parada também sempre foi uma boa aposta.

Agora, o Palmeiras precisará ir além. Sem poder depender apenas de suas jogadas tradicionais, Felipão estuda mudar um pouco o modelo de jogo do Palmeiras. É possível, por exemplo, que o meio-campo não tenha mais dois volantes tão fixos. Bruno Henrique e Moisés podem ter a companhia de Lucas Lima.

O treinador ainda deve liberar Diogo Barbosa para mais ataques e, eventualmente, Mayke poderá subir junto com o lateral para tentar pressionar o adversário. É difícil imaginar que Deyverson receberá chance como titular, mas a sua mobilidade poderá ser explorada junto com Borja em determinado momento do jogo, dependendo das necessidades. Toda bola aérea tem a ordem de esperar os zagueiros chegarem na área.

O Palmeiras trabalha para vencer o Boca Juniors e alcançar a sonhada final da Libertadores. Internamente, no entanto, o Brasileirão já tem recebido mais atenção da diretoria, da comissão técnica e até mesmo da torcida. O adversário de sábado é o Santos, no Allianz Parque.

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