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Mano culpa árbitro por cartão a Dedé e cobra postura da CBF: "é algo grave"

Mano Menezes orienta time do Cruzeiro contra o Boca Juniors - Demian Alday/Getty Images
Mano Menezes orienta time do Cruzeiro contra o Boca Juniors Imagem: Demian Alday/Getty Images

Do UOL, em Belo Horizonte

20/09/2018 00h38

Mano Menezes deixou o estádio La Bombonera indignado com a expulsão de Dedé no revés por 2 a 0 para o Boca Juniors, da Argentina, no jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores. O técnico crê que o cartão vermelho mostrado ao jogador foi "inexplicável" e atribui a culpa ao árbitro Éber Aquino (PAR). Além disso, ele cobrou uma postura da CBF sobre o assunto.

Assista aos gols da partida entre Cruzeiro e Boca Juniors.

Logo em sua primeira resposta na entrevista coletiva, o técnico se lembrou de uma derrota para o Boca quando ainda era treinador do Grêmio, em 2007, e criticou a diretoria da Conmebol.

"Não preciso falar sobre a expulsão, o mundo inteiro está falando sobre a expulsão. Não gostaria de falar mais sobre isso, porque não tem sentido fazer nenhum tipo de análise. Achei que as coisas iriam mudar, prometeram que as coisas iriam mudar. Em 2007, tomei um gol com três jogadores impedidos. Mas mudaram as direções da confederação e, hoje, estamos vendo mais uma injustiça novamente", afirmou.

"Não se trata de perder a concentração, mas de perder um jogador, no nosso melhor momento na partida. Uma atitude inexplicável dessas. Você não precisa olhar nem uma vez para ficar em dúvida, que dirá dez vezes. Sem comentários quanto a isso. Vamos juntar toda a raiva que você leva para transformar em algo positivo no jogo de volta. Temos condições de reverter", acrescentou.

Mano Menezes se lembrou ainda de uma reunião ocorrida às vésperas da partida, já na Argentina, quando a Conmebol explicou aos clubes como seria utilizado o VAR (árbitro de vídeo). Por tudo que escutou na última terça-feira, o gaúcho crê que Éber Aquino (PAR) é o culpado pelo lance.

"Ontem, tivemos uma reunião sobre o VAR. As duas equipes tiveram. Quando há um lance que alguém acha que é diferente do que o árbitro marcou, alguém do VAR chama o árbitro: 'olha, aconteceu um lance que merece ser revisto por você no monitor'. Ninguém do campo achou, tanto que os jogadores do Boca estavam preocupados que pudesse ser algo contra eles. O árbitro tomou a decisão do cartão vermelho. Ele é o grande culpado por isso que aconteceu", completou.

Fechando sua entrevista, Mano ainda cobrou uma postura da CBF e lembrou outros erros da entidade cometidos ainda nesta edição da Libertadores.

"Por mais boa vontade que se tenha, não tem como ter outra interpretação. Ele quis expulsar o Dedé, e o problema é que estão acontecendo muitos episódios com equipes brasileiras. Tivemos o caso do Santos, as dificuldades da aplicação (da punição) para River Plate e Boca, o Ábila não tinha condições de jogar. As coisas estão diferentes para os participantes. E essa coisa não está cheirando bem, a confederação brasileira e as outras confederações precisam se posicionar a respeito porque não está bem. Se trata de algo grave, precisa ser tratado com a gravidade que esse fato tem e que outros fatos também estão acontecendo em relação à Conmebol", concluiu.

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