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Advogado do Santos no "caso Sánchez" ataca Conmebol após expulsão de Dedé

Armando Paiva/Fotoarena
Imagem: Armando Paiva/Fotoarena

Do UOL, em São Paulo

20/09/2018 15h05

Mario Bittencourt, advogado que defendeu o Santos no "caso Sánchez", fez duras críticas à Conmebol nesta quinta-feira (20). Em publicação nas redes sociais, ele atacou a entidade responsável pelo futebol sul-americano após nova polêmica envolvendo um clube brasileiro. Na última quarta-feira (19), o zagueiro Dedé, do Cruzeiro, foi expulso de maneira controversa contra o Boca Juniors, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores.

No texto, Bittencourt apontou favorecimento a clubes argentinos na atual edição do torneio e criticou a falta de união dos clubes brasileiros.

"Todos viram a covardia feita contra o Cruzeiro, a revolta é geral, mas como sempre, tardia e ineficaz! Já faz tempo que os clubes brasileiros vêm sendo violentados dentro e fora do campo por esta entidade que faz questão de mostrar que os países que 'hablan espanhol' são mais queridos que o país com 5 estrelas da Copa do Mundo no peito", escreveu o advogado.

"Este ano, o favorecimento aos clubes argentinos fica claro, posto que quatro deles foram beneficiados, enquanto o Santos foi detonado em caso idêntico. River, San Lorenzo, Independiente e Boca Juniors foram agraciados dentro e fora de campo. Onde acho que está o problema? Na falta de representatividade do futebol brasileiro sim, mas muito mais na falta de união dos clubes que, ao invés de serem apenas adversários dentro do campo e parceiros fora dele, são inimigos", acrescentou.

Além disso, o advogado também alertou para possíveis novos erros contra times brasileiros na disputa. Bittencourt ressaltou que Grêmio e Palmeiras devem "abrir o olho" na sequência da competição.

Nesta edição da Libertadores, o Santos foi punido pela escalação irregular do meia Carlos Sánchez no jogo de ida das oitavas de final, contra o Independiente. Na ocasião, o time paulista foi comunicado que o placar de 0 a 0 seria alterado para derrota por 3 a 0 a menos de 12 horas para o início do segundo jogo entre as equipes.

Leia na íntegra o texto de Mario Bittencourt:

Pouco mais de 20 dias atrás os direitos do Santos foram vilipendiados na Conmebol sem que houvesse qualquer comoção ou revolta por parte dos brasileiros, exceto, claro, dos Santistas, que perceberam a classificação indo embora de maneira covarde.

Eu sou advogado do caso e posso afirmar que o Santos continua sendo prejudicado em todas as decisões. Aliás, não só não houve comoção por parte do grande público, como também não houve qualquer manifestação dos clubes brasileiros em favor do alvinegro praiano. A mídia falou um pouco, mas também deixou o assunto morrer.

Agora, que todos viram a covardia feita contra o Cruzeiro, a revolta é geral, mas como sempre, tardia e ineficaz! Já faz tempo que os clubes brasileiros vem sendo violentados dentro e fora do campo por esta entidade que faz questão de mostrar que os países que “hablan espanhol” são mais queridos que o país com 5 estrelas da copa do mundo no peito.

Este ano, o favorecimento aos clubes argentinos fica claro, posto que quatro deles foram beneficiados, enquanto o Santos foi detonado em caso idêntico. River, San Lorenzo, Independiente e Boca Juniors foram agraciados dentro e fora de campo. Onde acho que está o problema? Na falta de representatividade do futebol brasileiro sim, mas muito mais na falta de união dos clubes que, ao invés de serem apenas adversários dentro do campo e parceiros fora dele, são inimigos.

Ninguém “compra o barulho” de ninguém e todos seguem prejudicados ano após ano. Em 2008, quando o Sr. Hector Baldassi veio dentro do Maracanã arrancar o título do Fluminense no apito, nenhum clube brasileiro se insurgiu. Acharam graça.

Agora, no caso do Santos, nenhum clube se posicionou indignado com o absurdo ocorrido e deu no que deu, ou seja, ontem enfiaram a mão no Cruzeiro. O Santos ontem, de maneira digna, através de sua rede social, se manifestou a favor do Cruzeiro, mas é um caso raro de solidariedade no futebol brasileiro.

Ou nossos clubes se unem e se posicionam de forma dura contra o que está ocorrendo, ou seguiremos todos nós prejudicados. Duvido que alguma empresa patrocine com altos valores uma competição sem os clubes brasileiros. Duvido. Que Grêmio e Palmeiras abram o olho!!

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