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PM chama de "irresponsável" atitude de Cuca em confusão em jogo do Santos

Do UOL, em São Paulo

29/08/2018 16h31

A Polícia Militar do Estado de São Paulo emitiu um comunicado oficial criticando a postura do técnico Cuca durante a partida entre Santos e Independiente, no Pacaembu, na última terça-feira (28). Ele tentou intervir enquanto um policial dava uma gravata com o braço em um torcedor que invadiu o campo.

O órgão chamou de "irresponsável" a atitude e afirmou que os policiais escalados para o jogo são "atletas altamente capacitados e treinados em artes marciais".

"É importante ressaltar que os policiais militares empregados neste tipo de contenção são todos atletas altamente capacitados e treinados em artes marciais, justamente para imobilizar pessoas em conduta antissocial, sem lhes causar ferimentos ou qualquer tipo de sequela".

A confusão teve início aos 36 minutos do segundo tempo, com a partida empatada em 0 a 0. Bombas foram lançadas em direção ao campo e torcedores chegaram a invadir o gramado. A Secretaria de Esportes e Lazer de São Paulo estimou em mais de 60 cadeiras quebradas na confusão.

Durante a entrevista coletiva depois do jogo, Cuca falou sobre o incidente e afirmou que os policiais estavam usando "força exagerada" em cima do torcedor que invadiu o campo.

"Foi uma força exagerada em cima do menino, e violência gera violência. Está errado o rapaz invadir o campo, mas não precisa fazer daquele jeito. Eu disse que estava asfixiando ele; não levei porrada, nada, já passou e não tem nada demais. Respeito e muito o trabalho da polícia", declarou Cuca, que diz ter dito ao policial que ele estava "matando o menino" com um golpe de gravata.

Confira a nota oficial da Polícia Militar:

A Polícia Militar lamenta a tentativa irresponsável de interferência do técnico e de alguns jogadores do Santos Futebol Clube, durante ações técnicas do policiamento de choque para conter invasão de torcedores da equipe ao gramado do Pacaembu, na noite desta terça-feira (29).

Espera-se desses profissionais uma atitude oposta, no sentido de não incentivar os atos praticados pelos torcedores, facilitando o trabalho dos policiais militares, que estavam ali para garantir e manter um ambiente seguro para todos, incluindo os próprios jogadores, comissão técnica e torcedores.

Atitudes como estas podem provocar uma reação em cadeia e uma invasão generalizada ao gramado, o que poderia resultar numa tragédia.

É importante ressaltar que os policiais militares empregados neste tipo de contenção são todos atletas altamente capacitados e treinados em artes marciais, justamente para imobilizar pessoas em conduta antissocial, sem lhes causar ferimentos ou qualquer tipo de sequela.

Lembramos que a segurança num estádio de futebol é responsabilidade de todos: policiais militares, torcedores, jogadores, integrantes da comissão técnica, arbitragem, imprensa e outros profissionais envolvidos.

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