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Eliminações e más arbitragens fazem do Boca "pedra no sapato" do Palmeiras

Riquelme tenta escapar da marcação de Júnior na final da Libertadores de 2000 - AFP
Riquelme tenta escapar da marcação de Júnior na final da Libertadores de 2000 Imagem: AFP

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

25/04/2018 04h00

Ao entrar no gramado de La Bombonera para enfrentar o Boca Juniors nesta quarta-feira (25), a partir das 21h45, pela Libertadores, o Palmeiras estará de novo frente a frente com um adversário que ainda desperta rancor no torcedor por acontecimentos de quase duas décadas atrás. Desde as doídas eliminações na competição sul-americana em 2000 e 2001, marcadas por erros de arbitragem, o time argentino é "pedra no sapato" no imaginário alviverde.

As quedas para o Boca Juniors na virada do século ainda não foram "engolidas" pelos palmeirenses. Na final de 2000, após empate por 2 a 2 na ida em La Bombonera, os times decidiram o título no Morumbi. O Palmeiras reclamou muito de dois pênaltis não marcados pelo árbitro Epifanio González - um em Asprilla, o outro em Pena -, enquanto os argentinos tiveram um gol legítimo de Palermo anulado por impedimento. Nos pênaltis, melhor para o Boca: 4 a 2.

No ano seguinte, 2001, os times se reencontraram, desta vez na semifinal, em mais um duelo lembrado pela arbitragem desastrosa. No jogo de ida, na Argentina, o árbitro Ubaldo Aquino apitou um pênalti inexistente a favor do Boca e deixou de marcar um claro sobre Fernando, que ainda levou amarelo por simulação no lance. Houve empates por 2 a 2 nas duas partidas, e o Boca, novamente, foi melhor nos pênaltis, para depois bater o Cruz Azul na final e ser campeão.

Agora, o Palmeiras volta a La Bombonera em um momento crucial da temporada. Após passar por momentos de turbulência com a perda do título paulista para o Corinthians, a equipe de Roger Machado joga para manter a liderança do grupo 8 da Libertadores - tem sete pontos, contra cinco dos argentinos. Um empate é considerado bom resultado para manter a ponta e amenizar as cobranças que têm aumentado na torcida.

O clima no elenco, aliás, é de irritação com o que os jogadores entendem ser uma pressão excessiva por parte dos palmeirenses. O capitão Dudu nem comemorou seu gol contra o Internacional no final de semana, atletas bloquearam comentários em suas redes sociais e alguns torcedores fizeram novas cobranças no desembarque do time na Argentina. Em resposta, houve mobilização alviverde nas redes sociais para apoiar Dudu.

O técnico Roger Machado também já admitiu que a pressão externa tem entrado no vestiário e gerado ansiedade em vários momentos para os atletas. Para sair de Buenos Aires com um resultado positivo, o trabalho tem sido no sentido de tranquilizar os jogadores e fazer com que eles estejam preparados pra sofrer a pressão do Boca em sua casa.

A expectativa é de 2 mil torcedores do Palmeiras em La Bombonera. O clube chegou a solicitar uma carga maior de ingressos ao Boca Juniors depois de vários relatos de pessoas que ficaram na fila e não conseguiram comprar, mas não teve o pedido atendido. Torcedores reclamaram de um suposto baixo número de bilhetes à venda, mas o Palmeiras não informou quantos ingressos da carga original de 2 mil foram disponibilizados nas bilheterias.

FICHA TÉCNICA

Boca Juniors x Palmeiras

Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 25/04/2018
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (Chile)
Auxiliares: Claudio Ríos e José Retamal (Chile)

Boca Juniors: Rossi; Jara, Vergini, Magallán e Más; Nández, Sebastián Pérez e Pablo Pérez; Tevez; Pavón e Ábila. Técnico: Guillermo Barros Schelotto

Palmeiras: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Bruno Henrique e Felipe Melo; Keno, Lucas Lima e Dudu; Borja. Técnico: Roger Machado

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