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Sem janela no fim e com maratona. Libertadores diferente desafia o Grêmio

Pedro Rocha foi baixa do Grêmio na janela, mas outros seis também foram sondados - Silvio Ávila/EFE
Pedro Rocha foi baixa do Grêmio na janela, mas outros seis também foram sondados Imagem: Silvio Ávila/EFE

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

31/10/2017 04h00

A edição 2017 da Copa Libertadores expôs seus participantes a desafios diferentes. Esqueça a história da janela perto das fases finais, rivalizando atenção dos jogadores e dirigentes, e acrescente uma corrida de resistência entre as etapas eliminatórias que foram esticadas até novembro. Com um pé na decisão, o Grêmio saiu favorecido e aguentou no limite quando teve o elenco colocado à prova pelo acúmulo de jogos.

Na quarta-feira, o Tricolor gaúcho recebe o Barcelona-EQU com a vantagem de ter feito 3 a 0 em Guayaquil. E já sabendo qual será o argentino finalista: River Plate ou Lanús, que jogam nesta terça-feira (31), no estádio La Fortaleza.

O River Plate, aliás, foi vítima da janela. Vendeu Lucas Alario ao Bayer Leverkusen-ALE e Sebástian Driussi ao Zenit-RUS. Na Arena, a única baixa foi Pedro Rocha, negociado com o Spartak Moscou-RUS.

O camisa 32 era fundamental no estilo de jogo do Grêmio, mas a saída dele foi a menos danosa dentro das possibilidades no período de transferências recente. Geromel, Kannemamn, Michel, Arthur, Ramiro e Luan renderam sondagens, consultas e ofertas, mas ficaram. Caso o calendário fosse o antigo, a tentação de sair seria maior. Com a Libertadores espichada, o Grêmio teve a seu favor o argumento de seguir correndo atrás do título para ficar com atletas importantes.

Internamente, o Grêmio lamenta a saída de Pedro Rocha pela boa fase técnica e retidão com o clube. A identificação era crescente desde o fim de 2016, quando foi herói no título da Copa do Brasil. Nos corredores da Arena, no entanto, também há o entendimento de que a venda de Luan traria prejuízo maior e irreparável ao time.

Superada a janela com apenas uma baixa no time titular, outros três deixaram o elenco, mas eram suplentes (Miller Bolaños, Gastón Fernández e Lincoln). O Grêmio se manteve fiel ao plano de priorizar a Libertadores. Botou reservas no Brasileirão em seis jogos e ganhou fôlego para ter a terceira melhor campanha da fase de grupos, eliminar Godoy Cruz-ARG e Botafogo e surpreender em Guayaquil.

"Quando coloco uma equipe para disputar a Libertadores e outra no Brasileiro, sei o que estou fazendo. Tenho um grupo muito bom, onde todos querem ajudar. O sucesso do Grêmio está no trabalho de todo mundo. Todo mundo motivado, querendo colaborar. Continuamos bem, digamos assim, no Brasileiro e muito bem na Libertadores. Vamos ver se conseguimos fechar o ano com chave de ouro", disse Renato Gaúcho depois do empate dos suplentes com o Avaí.

A corrida do Grêmio para ter o time inteiro teve parada de 56 dias com Luan e testes de Michel junto aos reservas. Além de pequeno vestibular entre jovens e Jael. Agora, às portas da decisão, o time gaúcho olha para trás e vê dois obstáculos que eram desconhecidos superados. Restam três jogos, se a vaga for confirmada na quarta-feira.

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