Forte mentalmente, Danilo é essencial ao novo Corinthians na Libertadores
Hernando Siles (La Paz), El Campín (Bogotá), Omni Life (Guadalajara), Monumental de Nuñez (Buenos Aires), Olímpico (Caracas), Morumbi e Pacaembu (São Paulo).
Qual jogador pode dizer que fez gols em seis países e sete estádios diferentes, quase todos clássicos, da Copa Libertadores? Danilo, aos 36 anos, chega com esse currículo à oitava edição do torneio na carreira, a quinta pelo Corinthians. Nesta quarta-feira, mais um capítulo: agora centroavante, ele será titular diante do Cobresal-CHI, em El Salvador.
Não é só com a experiência do bicampeão Danilo que Tite gostaria de contar na estreia de seu reformulado - e pouco experimentado internacionalmente - Corinthians nesta Libertadores. O treinador admira o veterano pela capacidade de administrar a pressão e as provocações que marcam as partidas do torneio.
"Mentalmente forte é o atleta que tem capacidade de tirar tudo o que vem de fora. Imprensa, torcida e arbitragem. Quando ele consegue ficar voltado às ações do jogo, está mais perto de ter bom desempenho", afirmou em 2015 com destaque para Danilo. "É redundância falar dele", explicou.
As pessoas que se relacionam com Danilo atestam que essa é uma característica que ele leva para fora de campo. Certa vez, em churrasco com o então empresário Gilmar Rinaldi e o ex-corintiano Fábio Santos, no litoral norte, um episódio serviu para confirmar isso. Eles estavam à beira do mar quando o filho do meia, por acidente, caiu na água. Todos se apavoraram, alguns pularam para resgatar a criança, e Danilo ficou quase imóvel. "Eu sabia que vocês iam pegar ele", brincou depois do susto.
Essa frieza também serviu para que Danilo, em seus momentos de maior insegurança quanto ao futuro no Corinthians, passasse por cima. A direção do clube estava decidida em encerrar seu vínculo em dezembro de 2015 para cortar gastos. Nesse momento, mesmo sem ter oportunidades de atuar regularmente, ele recusou convites para assinar com o Santos e com o Botafogo. A confiança em permanecer com o título brasileiro se confirmou: Tite fez um apelo e a diretoria prorrogou seu vínculo para a sétima temporada.
As coisas, então, funcionaram bem. Danilo permaneceu e, na ausência de muitas opções na frente, ofereceu uma vantagem a Tite. É o centroavante que recua para dar opções de passe aos meio-campistas infiltrarem no novo modelo de jogo para 2016.
Sempre, claro, com a frieza que o caracteriza e os corintianos conhecem bem: na única conquista corintiana na competição, foi justamente ele que decidiu a classificação à final e deu assistência a Sheik para o gol do título sobre o Boca Juniors.
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