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'Estreia' de Jayme no Fla tem ligação de Zico, choro e corrente de ídolos

Jayme de Almeida (e) recebeu apoio de Adílio (d) e outros ídolos do Flamengo no vestiário, na quarta - Pedro Ivo Almeida/UOL
Jayme de Almeida (e) recebeu apoio de Adílio (d) e outros ídolos do Flamengo no vestiário, na quarta Imagem: Pedro Ivo Almeida/UOL

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

26/09/2013 06h00

Ao deixar seu quarto e descer para o almoço no hotel que serve de concentração para o Flamengo na última quarta-feira, Jayme de Almeida foi chamado para uma reunião com dirigentes do clube e ouviu que estava efetivado como técnico principal da equipe até o final do ano. O momento poderia ser o mais marcante em sua trajetória fora das quatro linhas, mas foi apenas o primeiro em um dia em que as demonstrações de carinho ao ex-auxiliar pareciam não ter fim.

Logo após escutar a notícia tão aguardada, Jayme recebeu uma ligação mais que especial: do outro lado da linha, direto do Catar, Zico desejava boa sorte ao amigo de mais de 40 anos. Fora dali, um grupo de ex-jogadores do Flamengo organizava uma surpresa que arrancaria lágrimas do novo técnico rubro-negro à noite.

Já muito emocionado, Jayme de Almeida entrou no vestiário do Maracanã para sua "estreia" à frente do Flamengo - no domingo, dirigiu o time contra o Náutico ainda como interino - e um rápido papo com os jogadores antes do empate por 1 a 1 com o Botafogo pela Copa do Brasil. Mal sabia ele que ali aconteceria a cena que o fez chorar: lá dentro, os ídolos Adílio, Cláudio Adão, Júlio César "Urigueller" e Leandro foram participar da corrente da partida.

"O Jayminho merece. Assim que soubemos, organizamos tudo muito rápido, pedimos autorização ao clube e resolvemos ir ao vestiário dar esse abraço. Ele pega o time em uma situação difícil e tem que ter apoio. Poucas pessoas são tão unanimidade no futebol como esse cara. Não pensamos duas vezes. Estivemos lá em nome de toda a torcida", disse Adílio, um dos responsáveis por marejar os olhos do treinador.

"Eu sou muito emotivo, choro com facilidade. E isso realmente foi muito bacana. Passei minha vida inteira no futebol e é isso que compensa. Um carinho que não tem igual. O Galo [Zico] me ligou, o Júnior [ex-jogador e comentarista da TV Globo] veio falar comigo, o resto da galera fez essa homenagem no vestiário. É demais. Até o Leandro, que não sai de Cabo Frio [interior do Rio de Janeiro] para nada, esteve aqui", ressaltou Jayme.

"Isso me fortalece e ajuda ainda mais o grupo. É até uma segurança para mim e para os jogadores. Não vou dizer que agrado todo mundo, mas tenho o respeito de todos por onde passo. A responsabilidade aumentou, mas me sinto bem mais tranquilo e respaldado para trabalhar", completou o novo treinador do clube da Gávea.

O dia só não foi perfeito para Jayme porque a tão aguardada vitória para espantar a crise não saiu. O time empatou por 1 a 1 com o Botafogo no duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Ainda assim, o técnico não tem do que reclamar. Pelo contrário, Jayme destacou aspectos positivos de sua primeira partida como treinador efetivado.

"Tiramos coisas boas desta partida. Podemos levar a postura da equipe, organizada e sabendo o que tinha que fazer com determinação, vontade e garra. Esse caminho que temos que seguir. Não temos um time maravilhoso, temos que suar a camisa. Assim, vamos crescer. Espero que seja assim daqui para frente".

E o próximo compromisso, novamente com o apoio das arquibancadas, será no domingo. Em má fase no Campeonato Brasileiro, o time encara o Criciúma no Maracanã precisando de uma vitória para se distanciar da zona do rebaixamento. Pela Copa do Brasil, a partida de volta contra o Botafogo será apenas no dia 23 de outubro.

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