PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Com apoio de Jardine e do elenco do SP, Nenê atinge 15 jogos sem marcar

Nenê durante a partida contra o Sport, na qual o camisa 10 perdeu um pênalti - Marcello Zambrana/AGIF
Nenê durante a partida contra o Sport, na qual o camisa 10 perdeu um pênalti Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

27/11/2018 04h00

Nenê deixou o gramado do Morumbi sob vaias após o empate por 0 a 0 do São Paulo com o Sport, nesta segunda-feira (26). As críticas foram motivadas por uma série de lances desperdiçados e de um pênalti perdido. No vestiário, porém, o camisa 10 ganhou o apoio dos colegas e do treinador André Jardine, que foi efetivado no cargo para 2019.

Os companheiros tentaram evitar que o armador desse entrevista de cabeça quente - Rodrigo Caio, por exemplo, o puxou na hora que ele parava para falar com a imprensa. O treinador também fez questão de elogiar o armador, que é visto como um dos líderes do elenco.

Até o momento, mesmo com a pressão da torcida, o clube também não muda a sua programação em relação ao jogador, que tem contrato até o fim de 2019. Como já publicou o UOL Esporte, o São Paulo acredita no bom relacionamento do veterano com os integrantes do departamento de futebol e os dirigentes - Raí, Lugano e Ricardo Rocha - para que o camisa 10 reencontre o seu bom futebol.

No entanto, a má fase de Nenê não chega a ser uma novidade. O jogador completou nesta segunda o seu maior jejum com a camisa do Tricolor. O armador não balança as redes há 15 partidas - o último gol foi na abertura do returno do Brasileirão, no empate por 1 a 1 com o Paraná, no dia 22 de agosto.

Na sequência, ele chegou a frequentar o banco de reservas e reclamar de substituições do então treinador tricolor Diego Aguirre. O chamado biquinho do Nenê foi até apontado por torcedores como um possível motivo para um racha no elenco e pela demissão do uruguaio - teoria negada pelo clube.

Histórico

O jogador, de 37 anos, passou por situação semelhante no Vasco. Contratado pelo clube carioca em 2015, ele viveu momentos de brilho, depois perdeu rendimento. No ano passado, sob o comando de Milton Mendes, reclamou por ser colocado no banco de reservas e chegou até a pedir para ser negociado. Depois, voltou a ter uma boa fase com Zé Ricardo, até acertar a transferência com o São Paulo no início desta temporada.      

Esporte