PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Palmeiras precisa complicar "cria" Valentim para ser campeão antecipado

Alberto Valentim tenta salvar o Vasco do rebaixamento no Brasileirão - Thiago Ribeiro/AGIF
Alberto Valentim tenta salvar o Vasco do rebaixamento no Brasileirão Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Danilo Lavieri e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

25/11/2018 04h00

O Palmeiras terá a chance de ser campeão brasileiro com uma rodada de antecipação neste domingo (25), bastando para isso vencer o Vasco em São Januário. E terá do outro lado um velho conhecido. Para conseguir o deca com suas próprias forças, o Verdão tem que superar o time comandado por Alberto Valentim, treinador que ganhou projeção dirigindo interinamente o clube paulista e que enfrenta situação delicada na briga contra o rebaixamento.

Se há um ano Valentim comandava o Palmeiras em uma arrancada para tentar tirar do Corinthians um título brasileiro que parecia certo - e que acabou ficando mesmo com o time alvinegro -, agora a luta é para tentar salvar o Vasco da queda. Esses altos e baixos, aliás, dão o tom da carreira do treinador até aqui, com momentos promissores intercalados com algumas decepções.

Ex-lateral direito, Valentim encerrou a carreira no Atlético-PR e começou a trabalhar como auxiliar técnico no clube paranaense, mas foi no Palmeiras onde ganhou destaque nacional. Campeão da Copa do Brasil como assistente de Marcelo Oliveira em 2015 e do Brasileirão ao lado de Cuca em 2016, ele assumiu o time interinamente no ano passado após a demissão do mesmo Cuca.

Com ele, o futebol da equipe melhorou e o Palmeiras ensaiou uma disputa com o Corinthians pelo título, mas a vantagem alvinegra foi grande demais para ser superada. Apesar de algumas críticas, especialmente pela defesa muito exposta, Valentim nutria esperanças de ser efetivado no cargo para 2018. Não aconteceu: a diretoria apostou em Roger Machado, que por sua vez foi demitido em julho e substituído por Luiz Felipe Scolari.

Valentim não quis ficar no Palmeiras como auxiliar técnico e deixou o clube para se firmar como treinador. No Botafogo, ganhou o Campeonato Carioca de 2018, mas saiu no meio do ano para treinar o Pyramids, do Egito. A aventura no Oriente Médio durou apenas três jogos, e ele saiu reclamando de tentativas de interferência do presidente do clube na escalação da equipe. Poucos dias depois, acertou com o Vasco, seu terceiro time no ano.

Os resultados até aqui têm sido ruins. Em 17 jogos, foram sete derrotas, seis empates e apenas quatro vitórias. A última delas, porém, empolgou: 2 a 0 sobre o São Paulo em São Januário. O Vasco ocupa a 14ª colocação do Brasileiro, quatro pontos acima da zona do rebaixamento.

O reencontro com o Palmeiras, portanto, confrontará dois treinadores em situações totalmente opostas. Hoje, Felipão é praticamente unanimidade no clube alviverde: ídolo histórico da torcida, bateu o recorde de invencibilidade do campeonato e recuperou jogadores que faziam ano irregular, como Dudu, Lucas Lima e Deyverson. Nem mesmo as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores abalaram a moral do veterano treinador. Agora, ele tentará complicar a vida de Valentim para, enfim, soltar o grito de campeão.

Esporte