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Atlético-PR se revolta com pênalti. Presidente condena honestidade do juiz

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Do UOL, em Santos (SP)

30/09/2018 18h26

O fim de jogo na Vila Belmiro foi polêmico. O Santos venceu por 1 a 0, já nos acréscimos, depois de um pênalti bastante contestado pelo Atlético-PR marcado pelo juiz potiguar Caio Max Augusto Vieira – de Rony em cima de Dodô. Houve confusão após o apito final e, além dos jogadores, o próprio presidente do clube paranaense, Luiz Sallim Emed, entrou no gramado e concedeu entrevista para o Canal Premiere para disparar contra a arbitragem e a CBF.

Descontrolado e até com lágrimas nos olhos, o presidente rubro-negro chegou até a colocar em dúvida a honestidade do juiz pelo pênalti marcado em cima de Dodô – que caiu após contato com Rony.

“Eu estou buscando ter a tranquilidade para poder comentar o que aconteceu. O que está acontecendo com a CBF? Ex-presidentes presos, caracterizando toda uma desonestidade. O que acabou sendo eleito de uma maneira indevida. A gente vê isso, um grande esforço, Atlético-PR é o maior clube extracampo, se reforçando dentro. E você sofre dessa maneira?”, disse o presidente, que promete reclamar na CBF, porém sem muita esperança que será atendido.

“Desde o começo fazendo de uma maneira errada. Nós vamos fazer, mas não adianta. Como é que escala um juiz, num jogo importante? Sem preparo, sem nenhuma competência. Até coloco em dúvida a honestidade dele. É impossível. Não dá para aceitar. Todo mundo viu, é uma vergonha, isso não dá, completou.

Além do presidente, outros jogadores do Atlético-PR também criticaram – e muito – a penalidade assinalada por Caio Max. Nikão foi um deles.

“Não aconteceu nada. Se todo contato dentro da área for pênalti, então o futebol acabou. O Santos, eu estava conversando com o Victor Ferraz, não tem que comemorar. Porque o que aconteceu foi uma vergonha, como aconteceu com eles na Libertadores [eliminação para o Independiente após escalação irregular de Sánchez]”, afirmou.

“Se a gente não se unir para alguma coisa acontecer... Porque a arbitragem não é profissionalizada, eles apitam, não são punidos e vão para casa com a consciência tranquila e a gente tem família. Mais uma vez nos prejudica em um jogo de confronto direto. É levantar a cabeça, a gente sabe que lá no Atlético sempre tem uma birra a mais”, acrescentou.

Paulo André foi outro que não poupou o árbitro. “Mais uma vez o juiz influencia no resultado da partida. O jogo tinha acabado. O Rony está parado, não está vendo o adversário. Vai colocar o corpo na bola, o Dodô se joga. É lógico que tem contato. Futebol tem contato. Não pode fazer o que ele fez”, afirmou.

“Evidentemente ele está pressionado e acha que tem que ajudar o time da casa, não é possível. O que ele fez foi uma piada, uma brincadeira. E agora ele fica se escondendo atrás do policial. Está todo mundo aqui prejudicado. O quinto árbitro fica que nem um poste lá, não interfere, só interfere quando é para atrapalhar”, completou.

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