PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Reservas pedem passagem no Corinthians e põem em xeque time titular

Carille orienta jogadores reservas e titulares em treino no CT Joaquim Grava - Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians
Carille orienta jogadores reservas e titulares em treino no CT Joaquim Grava Imagem: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

22/10/2017 04h00

Do goleiro ao ponta esquerda, o time do Corinthians ganhou elogios ao fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro depois de quebrar o recorde de pontos e se manter invicto. Após a disputa de dez jogos no returno, no entanto, o baixo desempenho do líder colocou em xeque a formação alvinegra utilizada por Fábio Carille.

Nesse cenário de resultados ruins, titulares do time alvinegro tiveram forte queda de rendimento, com pouca participação efetiva no ataque, por exemplo. Em contrapartida, alguns jogadores reservas têm mostrado um poder de decisão maior.

São os casos de Marquinhos Gabriel e Clayson. O primeiro, opção para a vaga de Romero, conseguiu ser mais participativo nos últimos jogos, mesmo com menos minutos em campo. O atacante paraguaio, por exemplo, só teve uma finalização ao gol nos últimos quatro jogos que disputou e não balança as redes há mais de quatro meses.

Já Marquinhos Gabriel chutou três vezes ao gol nesse mesmo número de partidas. Além disso, construiu toda a jogada do gol marcado por Jô na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco - o reserva é, ao lado de Clayson, líder de assistências do Corinthians no Brasileirão, com quatro passes para gol.

O ex-atacante da Ponte Preta, por sua vez, tornou-se amuleto corintiano nos últimos jogos. Sempre como opção para o segundo tempo o lugar de Jadson, Clayson marcou quatro gols no returno, um a mais que o registrado pelo artilheiro Jô.

Apesar do momento ruim vivido por Jadson e Romero, Carille manteve a formação do Corinthians para a decisão com o Grêmio na última quarta-feira. Mas, durante o empate sem gols, voltou a escalar Marquinhos e Clayson na etapa final, justamente nas vagas de Romero e Jadson, respectivamente.

Para a partida contra o Botafogo na próxima segunda-feira, no Engenhão, Cariile admite que a equipe pode entrar em campo com pelo menos uma modificação.

"Pode ter mudanças, mas não como ficou no segundo tempo. Ali foi mais para durante o jogo. Iniciar daquela forma, não. Mas também não garanto que vou começar o jogo contra o Botafogo com a mesma escalação que foi contra o Grêmio", disse o treinador após o treino de sábado.

Marquinhos - Daniel Vorley/AGIF - Daniel Vorley/AGIF
Marquinhos é opção para o segundo tempo
Imagem: Daniel Vorley/AGIF

No meio-campo defensivo, Camacho também agradou ao treinador nos dois confrontos em que ele substituiu o volante Gabriel, que estava suspenso. Para o embate com os gaúchos, com o titular de volta, abriu-se uma possibilidade de Camacho continuar no time no lugar de Maycon, que também atravessa má fase. Mas isso não aconteceu.

Rodriguinho mais recuado?

Carille também já deixou claro que não vai mexer no esquema tático corintiano. "Não posso inventar nesse momento. Não estou em período de experiência. Quem vai garantir que se eu mudar vai ser melhor? Mas mudanças de características nos setores podem acontecer", disse antes do duelo com o Grêmio.

Mantendo o 4-2-3-1 do Corinthians, Carille tem uma alternativa para contar com Jadson centralizado no meio-campo e não aberto à direita, com a incumbência de marcar o lateral esquerdo adversário. Na vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba, o meio-campista destacou, ao fim do jogo, a maior liberdade para flutuar pelo setor. Foi dessa forma que ele deu a assistência para o gol de Jô.

Com o camisa 10 por esse setor, Rodriguinho jogaria mais recuado, na vaga de Maycon ou Gabriel. Pelo lado, no ataque, Romero jogaria à esquerda, com Marquinhos Gabriel pelo outro lado. Clayson, nesse cenário, continuaria como opção para a etapa final.

Teste parecido aconteceu no treino de sábado. Na segunda parte da atividade, Marquinhos Gabriel e Clayson entraram nos lugares de Gabriel e Romero. Rodriguinho, assim, atuou mais atrás. De acordo com Carille, essa escalação foi testada apenas para eventual substituições durante a partida.

Carille, depois do 0 a 0 com o Grêmio, saiu em defesa de Rodriguinho mesmo depois dele ter criado pouco no jogo. Segundo o treinador, o meia foi bem marcado e não teve espaço para desempenhar a função.

Esporte