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Os 44 dias do Coritiba sem Kléber

Kléber está liberado para voltar a atuar pelo Coritiba - Joka Madruga/Futura Press
Kléber está liberado para voltar a atuar pelo Coritiba Imagem: Joka Madruga/Futura Press

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

26/08/2017 12h00

Kléber fez falta ao Coritiba durante os 11 jogos que cumpriu de suspensão. Desde a expulsão contra o Bahia por se envolver em confusão com o zagueiro Edson, em 15 de junho, o Coritiba contou com Kléber em apenas mais dois jogos, contra Vasco (2 a 2) e Avaí (4 a 1). De lá para cá, viu a produção ofensiva secar, viveu troca de comando técnico e fez de tudo para antecipar a volta de seu principal jogador.

Nesta segunda (25), contra o Vitória no Couto Pereira, o jogador está liberado para atuar. Foram 44 dias sem Kléber em campo.

Apelo à Marco Polo del Nero

A suspensão de Kléber foi vista como “pesada” pelo Coritiba. Publicamente, dirigentes e comissão técnica criticaram os 15 jogos atribuídos ao jogador – Edson, envolvido na confusão, levou seis. “Estão punindo o Coritiba, não o jogador. Estão carregando pelo passado dele”, reclamou Ernesto Pedroso, diretor institucional ligado ao futebol do clube.

Na sessão do STJD, o Coxa teve a oportunidade de negociar com a procuradoria e um desencontro acabou mantendo a pena de 15 jogos. O advogado Itamar Cortes propôs o pagamento de multa de R$ 250 mil e seis jogos de suspensão. A procuradoria pediu R$ 230 e sete jogos. Sem autonomia para o sim, Cortes foi consultar o clube e, enquanto isso, o procurador Felipe Bevilacqua retirou a oferte. Os auditores então aplicaram os 15 jogos de punição.

Nos dias que se passaram, o Coxa tentou de tudo para convencer Bevilacqua a mudar de ideia, o que é permitido na lei. Não teve jeito. O clube procurou até o ex-procurador e hoje advogado Paulo Schmitt para auxiliar nas negociações, mas não surtiu efeito. Buscou amparo no presidente da CBF, Marco Polo del Nero, se queixando da punição. O presidente não deu uma resposta concreta, mas, após o 11º jogo de suspensão cumprido contra o Santos, o STJD resolveu converter os quatro jogos restantes em R$ 160 mil de multa.

Desempenho de rebaixado

Na oitava rodada, quando enfrentou o Corinthians já sem Kléber, cumprindo a automática, o Coxa era o terceiro colocado. Nas 13 partidas que se seguiram, despencou até a zona de rebaixamento e só voltou a vencer na 18ª rodada, contra o São Paulo, a primeira vez em que conseguiu três pontos sem Kléber. O período custou o cargo do técnico Pachequinho, demitido após um 0 a 4 para a Ponte Preta. O time ainda venceria a Chapecoense e empataria com o Santos. Foram 7 pontos ganhos de 33 disputados sem Kléber.

A situação só não foi pior porque o atacante pôde atuar contra Vasco e Avaí sob efeito suspensivo. Foram mais quatro pontos, um total de 11 dos 26 que o time tem.

A hora da volta

É quase certo que Kléber esteja em campo na segunda-feira, contra o Vitória. Quase, por que o técnico Marcelo Oliveira não quis confirmar a escalação dele. “Temos que ver a parte física”, desconversou, “Ele ficou mais de 40 dias sem jogar e é algo que preciso pensar com cuidado”. Durante a semana, Kléber dedicou uma manhã a uma visita à Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo, em Curitiba, como parte da pena alternativa imposta pelo STJD na conversão do restante da pena. Não falou em público desde seu último jogo, contra o Avaí. O único registro nessa volta foi feito pela assessoria de imprensa do clube: “Espero que todos possam conhecer um pouco mais do que é feito aqui e que possa ajudar de alguma maneira”, disse, já disponível para ajudar também ao Coritiba.

CORITIBA X VITÓRIA

Data: 28 de agosto de 2017, segunda-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Motivo: 22ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Daniel Luis Marques (SP)

CORITIBA:

Wilson; Léo, Márcio, Walisson Maia e William Matheus; João Paulo, Alan Santos e Rafael Longuine (Anderson); Carleto; Rildo e Kleber.
Técnico: Marcelo Oliveira.

VITÓRIA:

Fernando Miguel; Caíque, Kanu, Wallace e Juninho; Ramón, Uilliam Correia e Yago; Neilton, Deivid e Trellez.
Técnico: Vagner Mancini.

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