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Entrosamento e ataque! Os segredos do "DNA defensivo" do Santos

David Braz, Lucas Veríssimo e companhia não sofrem gols há jogos - Divulgação/SantosFC
David Braz, Lucas Veríssimo e companhia não sofrem gols há jogos Imagem: Divulgação/SantosFC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

26/08/2017 04h00

O Santos ficou mais conhecido nesta década como o time do “DNA ofensivo”, principalmente na geração Neymar e Ganso, entre 2010 e 2011. Mas nesta temporada a fama se inverteu. O ataque sofre jejum de gols (três jogos sem balançar as redes no Campeonato Brasileiro) e a defesa é o grande destaque do time – a segunda melhor da competição, com 13 gols sofridos, só atrás do líder do Corinthians, que levou apenas dez. Além disso, o alvinegro praiano não sofre gols há quatro rodadas.

O agora “DNA defensivo” do Santos tem os seus segredos. Além do grande momento do goleiro Vanderlei, destaque do time na maioria do jogos, ao realizar grandes defesas, os atletas avaliam dois pontos cruciais para explicar a eficácia do sistema defensivo – entrosamento e ajuda dos atacantes na marcação.

“É uma base que trabalha desde o começo do ano, apesar da lesão do Zeca, mas é um cara que conhecemos e é titular desde 2015. Isso tem ajudado no entrosamento. E os companheiros da frente têm ajudado muito. Esquema do Levir conta com a ajuda dos atacantes. Eles ajudam muito na marcação”, disse David Braz.

A defesa formada por Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca, foi iniciada em 2015. O quinteto, aliás, conquistou dois títulos paulistas – 2015 e 2016. Entre os cinco, Veríssimo é o único que não foi titular absoluto nos últimos anos. Apesar de jogar até a final do Paulistão de 2016, ele perdeu a posição para Gustavo Henrique.

Em contrapartida, Lucas Veríssimo deu a volta por cima e é considerado internamente na Vila Belmiro como o melhor zagueiro do elenco. O clube paulista, inclusive, recusou propostas da Europa por ele.

Além do entrosamento da defesa, os santistas destacam, principalmente a colaboração de dois ataques na marcação – Copete e Bruno Henrique.

“O Bruno Henrique e o Copete têm se desgastado muito na marcação. O time todo está marcando e por isso não levamos muitos gols", destacou Vanderlei.

“Humildade para marcar. Os atacantes ajudam muito, o que facilita a marcação. Treinamos muito isso ontem, defesa saindo, tirando as bolas. Trabalho sendo feito está sendo mostrado”, disse Zeca.

Se não bastasse entrosamento e ajuda dos atacantes, Levir Culpi ainda promoveu Alison, esquecido por Dorival Júnior, como titular. Alison é uma espécie de “cão de guarda” da defesa. Ele apoia pouco o ataque e se limita a jogar na frente dos zagueiros.

"Levamos pouquíssimos gols, temos uma das melhores defesas da Libertadores. Temos suporte defensivo, o que dá maior suporte aos atacantes", disse Vanderlei.

Para o duelo contra o Cruzeiro, neste domingo, às 19h (de Brasília), no Mineirão, válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos contará com o retorno do volante Renato, recupera de lesão muscular na coxa direita. Ricardo Oliveira, que desfalcou o time por conta de dores nas costas na última rodada, também deve voltar.

Sendo assim, o Santos deve enfrentar o Cruzeiro com a seguinte formação: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz, Zeca; Alison, Renato, Lucas Lima; Bruno Henrique, Copete e Ricardo Oliveira. 

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