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Cruzeiro goleia Náutico, afasta zebra e mantém 11 pontos sobre o Grêmio

Jogadores do Cruzeiro comemoram gol marcado por Ricardo Goulart na vitória sobre o Náutico - GUGA MATOS/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Jogadores do Cruzeiro comemoram gol marcado por Ricardo Goulart na vitória sobre o Náutico Imagem: GUGA MATOS/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em Belo Horizonte

06/10/2013 17h52

O Cruzeiro precisou atuar bem apenas no segundo tempo para golear o Náutico, por 4 a 1, na tarde deste domingo, afastando a zebra, que chegou a rondar a Arena Pernambuco, e mantendo a folgada vantagem de 11 pontos sobre o vice-líder Grêmio, que bateu o Botafogo, por 1 a 0, no sábado. O time celeste, mais líder do que nunca, passou a 59 pontos. O Cruzeiro complicou o primeiro tempo, quando fez um gol, por meio de Ricardo Goulart, logo no início. A impressão que o líder deu é que considerou ganha a partida e diminuiu sua intensidade em campo. Dessa forma, mesmo bastante inferior tecnicamente o Náutico reagiu, empatou, com Maykon Leite e poderia ter até virado.

A história do segundo tempo, no entanto, foi totalmente diferente.  O Cruzeiro voltou a mostrar o seu futebol competitivo de tantos outros jogos, que o deixou muito perto do título brasileiro, e em apenas 13 minutos de etapa final encaminhou o triunfo. A ponto de Marcelo Oliveira , na altura dos 20 minutos, tirar Borges e Everton Ribeiro colocando Dagoberto e Tinga.

Nos dias que antecederam o jogo, os cruzeirenses falaram repetidas vezes a palavra respeito em relação ao Náutico, lanterna do certame. Momentos antes de começar a partida, o técnico Marcelo Oliveira observou que a melhor forma de mostrar respeito é “colocar a bola na rede”. E a sua equipe não demorou para fazer isso. Mas, inexplicavelmente, parou em campo, permitindo o empate com gol de Maykon Leite. Na etapa final, cumpriu a determinação do treinador.

O Cruzeiro, que tem a segunda melhor defesa do Brasileirão, teve de fazer modificações neste setor, por causa dos desfalques do zagueiro Dedé, convocado para a seleção brasileira, e o lateral esquerdo Egídio, suspenso. Léo e Mayke entraram no time. Já o Náutico, que tem o pior ataque da competição – o gol marcado foi apenas o 17º em 26 jogos –, também teve seus desfalques, mas mostrou muita vontade, embora tenha voltado a perder após quatro jogos sem derrota. A 17ª derrota do Náutico no Brasileiro complica ainda mais a situação da equipe, que já era dramática. O time pernambucano segue na lanterna com 17 pontos. Na próxima rodada, o time pernambucano recebe o Botafogo, enquanto o Cruzeiro, volta ao Mineirão, para enfrentar o São Paulo.

O Cruzeiro entrou em campo disposto a não dar chance para a zebra. Por isso, mesmo atuando como visitante tomou a iniciativa do jogo, buscando o ataque, com um toque de bola envolvendo. Não demorou e o líder do Brasileirão chegou ao seu primeiro gol, aos 9 min. Willian cobrou escanteio da direita e Ricardo Goulart, de cabeça, colocou a bola nas redes. O Náutico não se abateu com a desvantagem e tentou, imediatamente, o empate.

Aos 13 min, Bruno Collaço, em cobrança de falta, obrigou o goleiro Fábio a fazer difícil defesa. Ao contrário dos minutos iniciais, a partida era equilibrada e o time pernambucano se mostrava presente ao ataque. A partida era movimentada e aberta. O Cruzeiro também criava suas chances, como aconteceu com Borges, aos 26 min, após ótimo cruzamento do lateral direito Mayke. Dois minutos depois desse lance, o Náutico empatou. Peña serviu a Maykon Leite, que bateu com categoria para vencer o goleiro Fábio.

Empolgado com o empate, o Náutico acreditou na possibilidade de virar diante do líder. O time anfitrião se aproveitou de um certo relaxamento, em alguns momentos da etapa inicial, do Cruzeiro, em relação à marcação. O jovem Mayke, de volta à lateral direita, já que Ceará atuou improvisado do outro lado por causa da suspensão de Egídio, falhava muito. Maykon Leite dava muito trabalho à defesa do Cruzeiro e faltou pouco para desempatar.

O Cruzeiro só foi melhor que o time pernambucano nos primeiros minutos, sendo dominado no restante do tempo inicial.  O volante Elicarlos, do Náutico, considerou injusto o empate nos 45 minutos iniciais. “A vitória por 2 a 1 para  nossa equipe estava de bom tamanho”, observou. Borges, por sua vez, lamentou a chance que ele desperdiçou. “Fizemos 1 a 0, tive a chance de marcar e com 2 a 0 a gente poderia ter matado. Infelizmente, não fizemos e eles empataram”, comentou o atacante celeste.

O Cruzeiro com o mesmo time para o segundo tempo, mas com outra atitude, depois da conversa no intervalo com Marcelo Oliveira. Com mais apetite, o time celeste não teve dificuldades para encaminhar sua 18ª vitória, a sétima como visitante no atual Brasileiro. Logo aos 7 min, em boa tabela com a participação de Willian e Everton Ribeiro, Ricardo Goulart fez o segundo gol.

Desta vez, o Náutico não conseguiu reagir à desvantagem e sofreu o terceiro gol, aos 12 minutos, em cobrança de pênalti, feita por Everton. A penalidade máxima foi cometida pelo zagueiro Leandro Amaro sobre o atacante Willian, que fez ótima jogada individual, driblando vários adversários. O quarto gol saiu aos 31 min, quando Tinga deu ótimo passe para Mayke finalizar bem. Depois disso, foi só administrar a goleada.

NÁUTICO 1 X 4 CRUZEIRO

Data: 6/10/2013 (domingo)
Local: Arena Pernambuco, em Recife (PE)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva
Auxiliares: Edílson Frasão Pereira e Luís Cláudio Rodrigues da Costa
Cartões amarelos: Leandro Amaro (NAU)
Gols: Ricardo Goulart, aos 9 min e Maykon Leite, aos 28 min do primeiro tempo; Ricardo Goulart, aos 7 min Everton Ribeiro, aos 13 min e Mayke, aos 31 min do segundo tempo

NÁUTICO
Ricardo Berna; William Alves, João Filipe, Leandro Amaro e Bruno Collaço; Dadá (Ângelo Peña), Derley, Elicarlos e Morales (Hugo); Maykon Leite e Olivera (Marcus Vinícius)
Técnico: Marcelo Martelotte

CRUZEIRO
Fábio; Mayke, Léo, Bruno Rodrigo e Ceará; Nilton, Lucas Silva, Everton Ribeiro (Tinga) e Ricardo Goulart; Borges (Dagoberto) e Willian (Alisson)
Técnico: Marcelo Oliveira

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