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NFL vê palco de final "repetir" Allianz e encara problema de R$ 29 bilhões

Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos; estádio virou drive-in - Joel Auerbach/Getty Images
Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos; estádio virou drive-in Imagem: Joel Auerbach/Getty Images

Lucas Tieppo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/06/2020 13h40

Resumo da notícia

  • NFL deve liberar presença de técnicos nos centro de treinamentos nesta semana
  • Jogadores seguem com treinos online, sem contato com colegas de equipe
  • Temporada sem público pode causar prejuízo de R$ 29 bilhões
  • Palco do Super Bowl "repete" Allianz Parque e promove teatro drive-in

Aos poucos, a NFL começa a dar sinais de que está voltando à normalidade. Depois de ver boa parte da offseason modificada por conta da pandemia do novo coronavírus e se ver obrigada a realizar o Draft de forma virtual, a liga dá os primeiros passos para retomar a rotina de atividades. Se por um lado o palco do Super Bowl encontra uma solução à lá Allianz Parque para se manter ativo, por outro há um problema de R$ 2 bilhões para ser resolvido.

Existe otimismo para o início da temporada, marcado para o começo de setembro. Stephen Ross, dono do Miami Dolphins, afirmou que não vê a possibilidade de não haver temporada da NFL neste ano, mas a grande questão é se os jogos terão público nas arquibancadas. E isso leva a um grande problema para as equipes e para a liga.

Segundo projeção feita pela revista Forbes, as equipes perderiam cerca de 5,5 bilhões de dólares (cerca de R$ 29,4 bilhões) em receita com a realização de uma temporada inteira sem torcida. O valor inclui a venda de ingressos e o dinheiro que gira com a ida do torcedor ao estádio, como estacionamento, comidas, bebidas e compras no geral.

O Dallas Cowboys, por exemplo, poderia ter prejuízo de 621 milhões de dólares (cerca de R$ 3,3 bilhões), mais da metade da receita total, que é de cerca de 950 milhões de dólares (cerca de R$ 5 bilhões). No total, a receita das 32 equipes teria uma diminuição de 38%. Além disso, o prejuízo atingiria o bolso dos jogadores, já que o acordo da NFL com os atletas prevê 47% do lucro aos atletas.

Enquanto tudo não volta ao normal, as franquias buscam alternativas para aumentar a receita. O Miami Dolphins decidiu transformar o Hard Rock Stadium, palco do Super Bowl disputado em fevereiro deste ano, em um cinema drive-in. A capacidade será de 230 carros e serão exibidos filmes, shows e jogos históricos da franquia.

O modelo repete o que tem sido feito no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, que tem organizado o programa "Arena Sessions" com a exibição de filmes, shows e palestras com os espectadores dentro dos seus veículos.

Enquanto os jogadores seguem mantendo a forma física de forma isolada ou em pequenos grupos, distantes dos centros de treinamentos das equipes, alguns funcionários do setor administrativo das franquias já podem passar parte do dia no CT. Para esta semana, a previsão é que os técnicos voltem à rotina.

A "offseason virtual" deveria ter acabado nessa sexta-feira (29), mas o comissário da liga, Roger Goodell prorrogou a modalidade por mais duas semanas. Ele espera autorizar ainda na próxima semana a presença de técnicos e membros da comissão técnica nas instalações.

Tudo depende das medidas que governadores e prefeitos tomarão com relação ao relaxamento das medidas de isolamento social. No melhor dos cenários, os jogadores poderão também trabalhar nos centros de treinamentos na segunda quinzena de junho, com a realização dos training camps. Por enquanto, os atletas seguirão recebendo orientações online e por videoconferência.

A estreia da temporada 2020 da NFL está programada para o dia 10 de setembro, com o jogo entre Houston Texans e Kansas City Chiefs, atual campeão da liga.

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