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Ocon superou o "impossível" e morou em trailer para chegar à Fórmula 1

Esteban Ocon comemora vitória no GP da Hungria após uma corrida maluca - Mark Thompson/Getty Images
Esteban Ocon comemora vitória no GP da Hungria após uma corrida maluca Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Eder Traskini

Do UOL, em Santos (SP)

02/08/2021 04h00

A vaga como piloto da Fórmula 1 está diretamente ligada ao dinheiro, e isso não é novidade. Para quem não possui um patrocinador forte e capaz de investir milhões, o percurso é bem mais difícil. Para que uma equipe abra mão de ter mais dinheiro para desenvolver o carro, o piloto deve possuir um talento fora do comum. Esse é o caso de Esteban Ocon, que venceu o GP da Hungria ontem (1º) pilotando a Alpine.

Os pais de Ocon são de origem simples e não possuíam dinheiro para bancar a entrada do filho na principal categoria do automobilismo. No entanto, nunca mediram esforços e fizeram tudo que esteve ao alcance pelo sonho do francês.

"Sem ajuda deles, eu não estaria aqui. Meus pais não têm muito dinheiro. Eles sacrificaram muito para que eu pudesse correr. Moramos por anos em um trailer para podermos ir a corridas. Impossível dizer quanto custa pra correr na F-1, mas para pessoas normais como nós éramos... todos diziam que seria impossível", afirmou o piloto em entrevista à série "Drive to Survive", da Netflix.

Ocon começou no kart aos nove anos, passou pela Fórmula Renault, pela Fórmula 3 Europeia — onde foi campeão correndo contra Max Verstappen —, pela GP3 Series e pela DTM. O destaque fez com que a Mercedes o contratasse para seu programa de pilotos jovens. Foi a equipe de Lewis Hamilton quem geriu a carreira de Ocon entre 2015 e 2019.

Por meio da Mercedes, Ocon estreou na Fórmula 1 em 2016, pela Manor, e passou para a Force Índia/Racing Point entre 2017 e 2018. Depois de passar a temporada 2019 como reserva da própria equipe prateada, o francês acertou sua volta às pistas pela Renault/Alpine.

Hoje, Ocon não tem mais vínculo direto com a Mercedes e renovou recentemente com a Alpine por três anos. Mesmo assim, Toto Wolff, chefe da Mercedes, não descarta o francês na disputa com George Russell pela vaga de segundo piloto da montadora, atualmente com Valtteri Bottas.

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