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Série da Fórmula 1 entra até na sauna para abordar relação Hamilton-Bottas

Valtteri Bottas e Lewis Hamilton durante coletiva de imprensa do GP da Toscana de Fórmula 1, em 2020 - Florent Gooden - Pool/Getty Images
Valtteri Bottas e Lewis Hamilton durante coletiva de imprensa do GP da Toscana de Fórmula 1, em 2020 Imagem: Florent Gooden - Pool/Getty Images

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

12/03/2021 09h30

Demorou, mas a série documental "F1: Dirigir para Viver" finalmente se debruçou sobre a relação entre Lewis Hamilton e Valtteri Bottas dentro da Mercedes. A terceira temporada da produção da Netflix, que estreia na sexta-feira (19), dedica um episódio inteiro à equipe. O UOL Esporte assistiu e traz os detalhes abaixo (com spoilers).

Não é comum o seriado contar a história de um GP inteiro da perspectiva de uma única equipe, mas foi o que aconteceu no final de semana de Sochi, em setembro de 2020. Naqueles dias, Bottas "aprontou" no treino classificatório para largar em vantagem e venceu a corrida após Hamilton ser penalizado.

Foi um dos quatro GPs de 2020 em que Bottas superou Hamilton, e "Dirigir para Viver" aproveita o cenário para explorar o distanciamento entre os dois. A rivalidade entre companheiros de equipe é coisa comum na Fórmula 1, mas os sinais da disputa na Mercedes nunca foram tão públicos quanto na série da Netflix.

A disputa não é nada equilibrada em termos de resultados, mídia ou títulos, e Bottas se mostra ora determinado ora magoado com a situação. "Comparado a mim, Lewis é uma grande estrela mundial", diz o finlandês a certa altura. O episódio foca mais nele do que em Hamilton, o que dialoga com uma das principais marcas da série: a atenção aos detalhes dos pilotos e equipes menos badalados.

Ao mergulhar nos pensamentos de Bottas, "Dirigir para Viver" chega a filmar dentro da sauna de Bottas —em tomadas não tão recatadas, digamos. Longe do circo da F1, o finlandês é franco. "O desempenho importa, mas não é só questão de pilotar bem. As coisas são assim", reflete com seu agente.

Netflix sai da mesmice ao explorar os sentimentos de Valtteri em relação a Lewis  - Divulgação - Divulgação
Netflix sai da mesmice ao explorar os sentimentos de Valtteri em relação a Lewis
Imagem: Divulgação

Corta para Sochi em um campeonato que já pendia para Hamilton, mas ainda não estava decidido. No treino classificatório, Bottas dá vácuo a Max Verstappen (Red Bull) e larga em terceiro, posição que considerava melhor que a de segundo.

"Se fiz de propósito ou não, só eu sei", diz o piloto, com uma risada que deixa a frase bem menos misteriosa. "Para ter sucesso neste esporte, às vezes, é preciso ser egoísta." Mesmo Toto Wolff, o chefe da Mercedes, é obrigado a admitir que "às vezes, os objetivos dos pilotos não combinam com os da equipe".

A estratégia do treino serve de gancho para a série ouvir Nico Rosberg, campeão da F1 em 2016 e único piloto a bater Hamilton nos últimos sete anos. O alemão lembra que a disputa com o britânico "foi longe demais" na Mercedes e não esclarece se a amizade entre os dois voltou a ser a mesma depois de sua aposentadoria.

Por fim, Hamilton. Inalcançável na pista em seu heptacampeonato, é tratado sob ângulo desfavorável na série. Como se o preço de ser bom demais fosse um inevitável tempero de vilania. "Desde que comecei a correr, sempre tive um alvo nas costas. Eu era o garoto que todos queriam vencer. Eles não conseguiam, então, achavam outros jeitos para isso", diz ele no episódio.

Os outros 19 pilotos da Fórmula 1 voltam a tentar destronar Lewis Hamilton daqui a duas semanas, quando a temporada começa no Grande Prêmio do Bahrein.

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