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"Querem matar a gente? Pior coisa que vi". Frases do confuso GP da Toscana

Pierre Gasly e Romain Grosjean fora da pista no GP da Toscana - Pool/Getty Images
Pierre Gasly e Romain Grosjean fora da pista no GP da Toscana Imagem: Pool/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

14/09/2020 04h00

A estreia de Mugello no calendário da Fórmula 1 foi marcada, no domingo (13), por uma corrida agitada, com um pódio inédito para Alexander Albon, grandes acidentes — que não passaram de sustos para os envolvidos — e duas relargadas. Lewis Hamilton venceu a prova em uma dobradinha da Mercedes: Valtteri Bottas ficou em segundo lugar.

O primeiro grande acidente do GP da Toscana foi um choque entre Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) e Pierre Gasly (Alpha Tauri), que acabou atingindo também Verstappen, que vinha à frente da dupla. Gasly e Verstappen abandonaram. Romain Grosjean (Haas), que estava perto, escapou.

Na relargada, Bottas ziguezagueou e reacelerou para ganhar distância do restante do pelotão. A manobra atrapalhou quem vinha atrás. Kevin Magnussen desacelerou a Haas, mas Antonio Giovinazzi vinha rápido atrás e encheu sua Alfa Romeo na traseira do dinamarquês. Nicholas Latifi (Williams) e Carlos Sainz também foram atingidos.

Pelo rádio, a McLaren perguntou se Sainz estava bem. "Meu deus. Isso é perigoso", disse o piloto. "(Foi) devidamente assustador", disse Sainz. "Estamos a 290, 300 km/h naquele momento, porque todos à minha frente apenas pensavam que estávamos correndo".

"De repente, parecia que já não estávamos correndo e todos começaram a frear novamente. Quando percebi, já era muito tarde e foi um grande acidente. O principal é que agora estamos todos bem", prosseguiu.

Romain Grosjean vinha na sequência, mas desacelerou e escapou da pancada. "Isso foi estúpido pra c... de quem quer que estivesse na frente. Eles querem matar a gente ou quê? Foi a pior coisa que eu já vi", esbravejou o francês da Haas no rádio. Com a pancadaria na reta de largada, a organização deu bandeira vermelha e paralisou a corrida.

Na sequência de choques, Lance Stroll perdeu a traseira do carro da Racing Point, saiu da pista e acertou a barreira de pneus. O acidente aconteceu na 43ª volta da prova italiana. Ao rádio, o piloto especulou o motivo do acidente. "Pode ser um estouro de pneu". A corrida foi interrompida novamente.

Problema de motor sem conserto

Verstappen tinha relatado um problema com o motor na volta de reconhecimento no caminho para o grid. A equipe tentou arrumá-lo antes de a corrida começar, mas o holandês ressalta que percebeu que não funcionou assim que voltou para a prova.

"Já na volta da formação, o motor parou", disse à Sky. "Não estou desapontado com isso, nem sequer devíamos estar nessa posição. É realmente decepcionante que tenhamos de novo uma batida. Não estou feliz neste momento, mas não se pode mudar isso", acrescentou ele.

Hamilton chega a 90 vitórias

A uma vitória de bater o recorde de Michael Schumacher, Lewis Hamilton terminou a prova de domingo exausto. A expressão no rosto, ao tirar o capacete, chegou a ser confundida com um choro pelo narrador Everaldo Marques.

"Foi tudo um pouco confuso", disse Hamilton. "Foram três corridas em um dia. Hoje foi incrivelmente difícil, obviamente com um início difícil. Valtteri Bottas rápido durante todo o fim de semana, então não foi fácil. Comecei atrás. Todas essas reinicializações demandam foco, e é muito, muito difícil. É uma loucura estar aqui e ter 90 Grands Prix".

A comemoração veio em forma de protesto: o britânico da Mercedes vestiu uma camiseta lembrando a morte de Breonna Taylor. Em março, na cidade de Louisville (EUA), a norte-americana foi morta a tiros disparados em seu apartamento por policiais.

Na camiseta, Hamilton trazia a mensagem "arrest the cops who killed Breonna Taylor" - ou, em inglês, "prendam os policiais que mataram Breonna Taylor". Nas costas, os dizerem "say her name", ou "diga o nome dela".

Bottas decepcionado

Bottas, mesmo em segundo lugar, não ficou satisfeito com o resultado. "É decepcionante, porque eu tive uma largada de sonhos na corrida. Uma vez que perdi a posição na segunda largada, não tive chances", disse o finlandês, que não desistirá de disputar a liderança do Mundial de pilotos com o próprio companheiro de equipe.

"Vou continuar acelerando. Tem que virar para o meu lado em algum momento", analisou.

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