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Doria diz que Interlagos vai receber F1 em 2020 e alfineta autódromo no Rio

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista coletiva  - Rogério Galasse/Futura Press/Estadão Conteúdo
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista coletiva Imagem: Rogério Galasse/Futura Press/Estadão Conteúdo

Felipe Pereira e Patrick Mesquita

Do UOL, em São Paulo

10/07/2020 13h45

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse hoje que a capital vai receber o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 em 2020. De acordo com o político tucano, o autódromo de Interlagos estará pronto para receber a corrida — prevista inicialmente para 15 de novembro — seguindo os protocolos de saúde.

"Entendemos como importante para o turismo. Para este ano está confirmada a Fórmula 1 e o autódromo [estará] preparado, evidentemente com os protocolos de saúde. E os organizadores já sabem", afirmou em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

Apesar das previsões, ainda não há uma data confirmada para a realização da prova no Brasil. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou hoje parte do calendário oficial e o país ainda não foi incluído.

O político tucano também disse que o governo segue em negociação para manter a categoria em Interlagos pelos próximos anos e alfinetou a possível construção de um autódromo no Rio de Janeiro, principalmente em um momento de pandemia.

"Seguimos conversando com a Liberty Media para a possibilidade de renovação do contrato. Não há confirmação. Aqui temos um autódromo pronto, consagrado, tido como um dos cinco melhores do mundo. Nada contra o Rio de Janeiro, mas não faz sentido um gasto de R$ 1 bilhão para construir um autódromo em uma área que não tem aprovação ambiental em um momento de pandemia com escassez de recursos", comentou.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou na coletiva que a cidade já está em contato com os responsáveis pela categoria, apresentando dados específicos da capital paulista para tentar isolar o GP do Brasil do panorama nacional.

"Nós estamos em contato com a organização do evento, mostrando os números da pandemia aqui na cidade de São Paulo, para dar total tranquilidade à organização, para manter a prova neste ano, mostrando que os números da cidade não correspondem à realidade do Brasil como um todo", afirmou Covas.

"São os números que são divulgados no exterior que deixaram a organização preocupada com a realização da prova neste ano. Espero que compreendam que, aqui na cidade, não há nenhum risco para a realização da prova em novembro deste ano", completou.

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