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Polêmica em ato antirracismo e Hamilton criticado; frases do GP da Áustria

GP da Áustria de Fórmula 1: ato contra racismo gerou polêmicas - Peter Fox/Getty Images
GP da Áustria de Fórmula 1: ato contra racismo gerou polêmicas Imagem: Peter Fox/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

06/07/2020 04h00

O início de temporada tardio da Fórmula 1 por causa da pandemia do novo coronavírus foi recheado de emoções e polêmicas dentro e fora da pista. A vitória do finlandês Valtteri Bottas no Grande Prêmio da Áustria quase ficou em segundo plano por conta dos episódios envolvendo o seu companheiro na Mercedes, Lewis Hamilton.

O hexacampeão de F1, que foi punido depois de um incidente com Alexander Albon, terminou na quarta colocação, foi criticado e admitiu que não teve um fim de semana feliz. Principal nome da modalidade na luta contra o racismo, o piloto também se manifestou sobre o controverso gesto que dividiu os pilotos: seis dos 20 atletas do grid decidiram não se ajoelhar no ato antirracista. Veja as principais frases do GP austríaco que abriu a temporada 2020.

"Ninguém foi obrigado"

Embora todos os 20 do grid estivessem usando uma camiseta com mensagem antirracista, Max Verstappen, Antonio Giovinazzi, Carlos Sainz, Charles Leclerc, Kimi Raikkonen e Daniil Kvyat não repetiram o gesto que também ficou notabilizado pelo quarterback Colin Kaepernick, na NFL, em 2016. Hamilton deu o seu ponto de vista sobre o ocorrido.

Cada um tem direito a ter sua opinião e tenho consciência da opinião de alguns dos pilotos, mas não gostaria de dividir isso. No final das contas, ninguém foi obrigado a fazer nada. Nunca pedi para ninguém se ajoelhar. Foi algo que veio da F1 e da GPDA (associação dos pilotos).

O inglês, que foi duro nas mídias sociais nas semanas anteriores ao GP ao cobrar o posicionamento sobre o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) e a pouca diversidade de um mundo essencialmente branco e masculino da F1, ressaltou que o gesto precisa ser algo natural.

"Não quero que as pessoas se sintam forçadas. Quero que as pessoas se empolguem por fazer parte da mudança. Quero que pensem 'mesmo que eu não tenha experimentado o racismo comigo, posso tentar entender como essas pessoas se sentem e dizer que não quero que as pessoas se sintam da mesma maneira'. Isso é o que importa."

Verstappen deu a sua versão antes do ato.

"Estou muito comprometido com a igualdade e a luta contra o racismo. Mas acredito que todos têm o direito de se expressar de uma forma e um tempo que se adeque a eles. Não vou me ajoelhar hoje, mas respeito e apoio as escolhas pessoais que cada piloto fizer", disse.

Leclerc, outro que não se ajoelhou, também se manifestou sobre o episódio:

"Eu acredito que importam mais os fatos e comportamentos em nosso dia a dia do que gestos formais. Não vou me ajoelhar mas isso não significa que eu esteja menos comprometido do que outros na luta contra o racismo."

Dentro da pista, acidente e crítica

Hamilton completou a prova na Áustria na segunda colocação, mas foi punido, terminando em quarto. O incidente que mudou a sorte do atual campeão da F1 aconteceu já na parte final da prova. Com pneus em melhor estado, Albon tentou a ultrapassagem em cima do britânico, mas um toque entre os dois carros tirou dele a possibilidade de tentar a vitória. O piloto da Red Bull rodou e perdeu posições, enquanto o da Mercedes tomou punição de cinco segundos.

Você pode dizer isso [pressa para ultrapassar], mas ele fez o seu trabalho. Qual ultrapassagem é segura no final da corrida? Duvido que Lewis fosse aliviar para ele. Foi apenas um erro de Lewis no final do dia e seria bom se ele pedisse desculpas por isso.
Christian Horner, chefe da Red Bull.

"Às vezes, esse esporte pode ser bastante brutal e parece que hoje é um daqueles dias. Alex fez uma grande corrida, ele não merecia isso, cinco segundos [a penalidade recebida por Hamilton] não mudou nada por ele. Ele poderia ter vencido a corrida, estrategicamente fizemos a decisão certa", completou Horner.

"Eu senti que já tinha passado e já estava até focando no Bottas. O contato aconteceu muito no final da manobra", afirmou o piloto tailandês da Red Bull.

Vitória e medo de parar

Bottas liderou todas as 71 voltas da corrida na Áustria, venceu, mas teve de lidar com problemas nas caixas de câmbio ao longo do circuito. No fim, "esquivou das balas", como ele próprio brincou, e superou o medo de parar a qualquer momento.

"Ganhar um GP de F1 nunca é fácil, mas hoje definitivamente não foi nada fácil. Tivemos esses problemas com alguns sensores que estavam sendo danificados pela vibração das curvas bastante aqui, então tive que evitar algumas manobras, o que obviamente custa bastante tempo de volta", começou o líder da temporada com 25 pontos.

Havia muitas variáveis. Consegui esquivar de muitas balas hoje e conseguir a vitória. Acho que estou começando a dominar as relargadas nesta pista, porque eu fiz muitas hoje.

A próxima corrida da Fórmula 1 acontecerá no dia 12 de julho, novamente na Áustria.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do que informado anteriormente, o próximo GP de Fórmula 1 será em 12 de julho, novamente na Áustria. O erro foi corrigido.

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