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Honda foi de patinho feio a motor mais forte neste final de temporada da F1

Max Verstappen no GP do Brasil - Ricardo Moraes/Reuters
Max Verstappen no GP do Brasil Imagem: Ricardo Moraes/Reuters

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

22/11/2019 04h00

Chamou a atenção durante o GP do Brasil a vantagem dos carros que usam o motor Honda na classificação e na corrida. Tanto que, por pouco, o pódio não foi formado apenas por pilotos que usam o motor japonês já que, a três voltas para o fim, os três primeiros eram Max Verstappen, Alex Albon, da Red Bull, e Pierre Gasly, da Toro Rosso. O motor Honda, que terminou o ano passado como o pior do grid, falou alto em Interlagos por todo o fim de semana. Mas por quê?

Perguntado sobre a vantagem da Honda pelo UOL Esporte, Lewis Hamilton, que recebeu a bandeirada em Interlagos lado a lado com Gasly, lembrou que os pilotos da Honda usaram mais motores ao longo do ano. "Não chega a ser uma surpresa porque eu estou no meu terceiro motor e eles estão no quinto, sexto. Então acabam tendo essa vantagem agora no final da temporada, porque a quilometragem é muito menor.

No caso de Verstappen, que venceu a corrida em Interlagos, foram usados cinco motores, sendo que o último foi trocado no GP da Rússia, há quatro etapas. Hamilton está usando o mesmo motor desde o GP da Bélgica, há sete provas.

Mas também é fato que o motor Honda evoluiu bastante nas últimas duas temporadas. E o fato da Red Bull e da Toro Rosso terem usado mais motores ao longo do ano é decorrente do constante desenvolvimento dos japoneses, que precisavam trocar as peças para introduzir novidades e melhorar o rendimento. Hoje, a avaliação geral é de que os três motores estão bastante igualados, e por isso a menor quilometragem faz tanta diferença.

"Acho que evoluímos ao longo do ano tanto do lado do chassi, quanto do motor, e continuamos trabalhando nesse sentido, além de estarmos experimentando para o próximo ano. Estou feliz com o progresso", disse Verstappen.

No Brasil, os dados mostram que a Honda estava no mesmo nível da Ferrari nas retas, e ambas eram mais velozes que a Mercedes. A vantagem ferrarista nas retas é algo que se vê desde o início da temporada e principalmente após a introdução da última atualização, na Bélgica, mas ver a Honda tão forte é novidade.

Um fator que pode ter feito a diferença é a altitude do circuito de Interlagos, a terceira maior da temporada. A pista está localizada 780m acima do nível do mar, e o motor Honda parece perder menos rendimento com isso.

A próxima corrida, contudo, será na ilha artificial de Yas Marina em Abu Dhabi, onde a vantagem da Honda será apenas pelo motor ter menos quilometragem. Também não se sabe como a Ferrari estará naquela que será a última etapa do ano, uma vez que a Federação Internacional de Automobilismo divulgou que iria confiscar peças do motor ferrarista para analisar sua legalidade. Há meses a Honda vem pressionando a FIA devido à suspeita de que o motor ferrarista está fora do regulamento. O GP de Abu Dhabi será disputado dia 1º de dezembro. Lewis Hamilton e a Mercedes são os campeões antecipados da temporada.

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