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Hamilton quer ser treinado por Serena e explica por que pede ajuda a astros

Lewis Hamilton durante os testes da pré-temporada - Divulgação Mercedes/Wolfgang Wilhelm
Lewis Hamilton durante os testes da pré-temporada Imagem: Divulgação Mercedes/Wolfgang Wilhelm

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

26/02/2019 04h00

Lewis Hamilton prometeu e cumpriu: o inglês disse que aproveitaria a regra que evita que pilotos mais pesados sofressem com o peso mínimo do carro para ganhar músculos e apareceu na pré-temporada visivelmente mais musculoso, com 5kg a mais de acordo com informações obtidas pelo UOL Esporte. Ao explicar como conseguiu fazer a mudança, Hamilton disse que tentou diversos esportes diferentes, de artes marciais ao surfe, tendo aulas com ninguém menos que Kelly Slater.

Não que o inglês queira parar por aí: seu próximo projeto é convidar Serena Williams para lhe ajudar no tênis, um dos poucos esportes em que ele ainda não se considera bom. Mas não por muito tempo.

Além da preparação física em si, Hamilton afirmou em entrevista ao UOL Esporte durante evento de lançamento de novos lubrificantes da Petronas, que fornece combustível à Mercedes, que toda essa determinação que ele usa para aprender novos esportes será muito importante nesta temporada, que, pelo menos nos testes coletivos, não começou como o time esperava. Mas o pentacampeão do mundo demonstra confiança de que não vai demorar para a Mercedes voltar ao nível que lhe deu cinco títulos nos últimos cinco anos na Fórmula 1.

UOL Esporte: Você disse que experimentou várias disciplinas diferentes ao longo da sua preparação física para a temporada. Teve alguma coisa em que você não conseguir ir bem?
Lewis Hamilton:
Eu sou geralmente ruim em qualquer coisa que eu experimento, inicialmente. Como todo mundo. Mas eu sou muito teimoso, muito determinado. Aprendo rápido e treino muito. E o que acontece é que as pessoas só veem a parte boa do que estou fazendo. Eu definitivamente tenho dificuldade com a maioria das coisas. Mas ao mesmo tempo eu pego rápido o jeito.

Teve algo em particular que você pensou "isso não é para mim"?
Lewis Hamilton:
Não acho que há nada que eu não possa fazer. Não tenho esse tipo de pensamento. Posso ser ruim em algumas coisas, como tênis por exemplo. Sou tão ruim jogando tênis! Mas acredito que posso ser bom um dia porque às vezes consigo uma boa jogada. Mas é algo que preciso treinar. Vou ter umas aulas com a Serena.

É essa a sua abordagem, procurar os melhores para te ajudar? Você recentemente contou com a ajuda de Kelly Slater para aprender a surfar e deu certo.
Lewis Hamilton:
Não que seja minha abordagem. É que estou dentro do esporte há bastante tempo e você aprecia e admira alguns atletas e, se você tem sorte, você faz amizade com eles. É muito difícil para um atleta estar em um nível muito alto e as pessoas só podem imaginar o que isso significa. É por isso que pessoas como Serena Williams e Kelly Slater serão amigos, porque eles sabem o que é sentir aquela pressão e podem se identificar um com o outro. Ninguém mais pode entender como é estar dentro desse grupo de pessoas.

E toda essa preparação é para ir em busca de um sexto título. Como você faz para encontrar motivação?
Lewis Hamilton:
É muito fácil encontrar motivação. É só olhar ao redor e ver as coisas que as pessoas estão fazendo no mundo. Há muitas pessoas inspiradoras no mundo com as quais você pode se inspirar. Você também foca em novas metas. Ainda sou a pessoa mais competitiva que eu conheço. Eu estava falando do tênis: perdi para o meu pai esses dias e isso me machucou da mesma forma como acontecia quando eu perdia algo quando era mais novo. Felizmente, essa determinação não é algo que eu tenho que lutar para conseguir.

Depois de cinco títulos seguidos da Mercedes, você espera ver a concorrência mais forte neste ano?
Lewis Hamilton:
Acredito que será o ano mais difícil de nossa parceria. Só de ver o time trabalhando e saber o quão difícil está sendo desenvolver o novo conceito do carro? não sei como serão as coisas, mas tenho a melhor equipe ao meu redor para enfrentar isso. Pode ser que não sejamos o melhor logo de cara, mas sei que trabalho com uma turma muito forte e que vamos voltar à ponta. É só uma questão de ser eficiente e conciso com nosso processo de trabalho.

E do seu lado, o que pode fazer com essa consciência de que será mais difícil?
Lewis Hamilton:
Nos testes, não sei quais os tempos que o Leclerc estava fazendo, Sebastian, Ricciardo. Isso não é importante para mim. O que é importante é entender o meu carro, os pneus - que mudaram de novo nesse ano - e só me certificar que eu estou dando o máximo. Tento pilotar da maneira mais consistente possível, dar à equipe o máximo de energia que puder e, mesmo se o carro não estiver ruim, preciso ser crítico de uma maneira positiva e ajudar a direcionar o time. 

Hamilton volta ao volante do W10 nesta terça-feira no início da segunda e última semana de testes da pré-temporada. O campeonato da Fórmula 1 começa dia 17 de março, com o GP da Austrália.
 

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