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A 40 pontos do líder Hamilton, Vettel vê Ferrari errando a mão em "receita"

Sebastian Vettel, da Ferrari - Vincent Thian/AP
Sebastian Vettel, da Ferrari Imagem: Vincent Thian/AP

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

19/09/2018 04h00

Em teoria, desde o GP do Canadá, em que a Ferrari passou a usar a segunda evolução de seu motor, seu carro tinha a melhor unidade de potência do grid. Em condições normais, a lógica ditava que Sebastian Vettel ou Kimi Raikkonen ganhassem todas as corridas até aqui. Mas não foi o que aconteceu.

Com falhas distintas, dos pilotos e da equipe, Vettel venceu apenas três das nove provas disputadas desde Montreal. E, para piorar o cenário, foi o rival do alemão na disputa pelo título, Lewis Hamilton, quem venceu cinco delas.

Na França, Vettel largou só em terceiro e arriscou na primeira volta, chocando-se com Valtteri Bottas. Chegou só em quinto.

Na Áustria, uma punição na classificação por atrapalhar Carlos Sainz anulou a chance de aproveitar um abandono duplo das Mercedes.

Na Alemanha, seu maior erro até aqui: bateu sozinho na chuva enquanto liderava.

Novamente com chuva na Hungria, Vettel e a Ferrari, que não o colocou na pista na hora certa, viram Hamilton fazer a pole e vencer em uma pista travada.

Na Itália, o time deu a Raikkonen a melhor oportunidade nos treinos de classificação. Vettel arriscou na primeira volta de novo, bateu com Hamilton e não passou de quarto.

No último domingo, em Cingapura, a Ferrari teve uma tática confusa na classificação. Vettel largou em terceiro e estava em segundo quando um erro de estratégia acabou com suas chances na corrida.

Tal sequência gerou um prejuízo grande: são 40 pontos de desvantagem para Hamilton (em grande fase) a seis provas para o final - e 150 pontos em jogo.

Acreditando na virada, Vettel apontou que a Ferrari só precisa maximizar o que comparou a uma receita. “Temos os ingredientes, só precisamos juntá-los do jeito certo. Se você tem uma receita, é fácil, ainda que você sempre esteja tentando otimizar essa receita. Nós temos os ingredientes, só precisamos descobrir a quantidade de cada ingrediente. Talvez aqui e ali esteja faltando algo para tornar o gosto fantástico.”

Para o alemão, a derrota de Cingapura teve muito a ver com a necessidade de arriscar depois de não fazer a pole.

“Depois da corrida, é sempre fácil dizer o que poderíamos ter feito de forma diferente. Tentamos algo hoje e não funcionou. E simples. Tentamos colocar Lewis sob pressão, mas acho que estávamos longe demais. Tentamos arriscar para sermos primeiros e pagamos o preço.”

Perguntado pelo UOL Esporte se o ritmo da Mercedes em Cingapura não poderia representar o início de uma reação, Vettel disse que não foi possível comparar os dois carros depois que ele acabou ficando com o composto ultramacio, diferente do inglês. “Quando você está em primeiro, é mais rápido porque pode controlar o ritmo, enquanto quem está seguindo tem mais dificuldades. Então foi normal ele ser mais veloz no começo. Acho que foi uma corrida difícil para compararmos a nossa performance em relação à deles porque, pela maior parte, estávamos com pneus diferentes.”

A próxima prova será na Rússia, dia 30 de setembro. Ano passado, a Ferrari fechou a primeira fila na classificação, mas foi superada por Valtteri Bottas, na largada. O finlandês venceu a primeira prova da carreira na ocasião.

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