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Após renovar com McLaren, Alonso aposta em Renault para voltar a brilhar

Fernando Alonso, da McLaren, no paddock de Baku, no Azerbaijão - Mark Thompson/Getty Images
Fernando Alonso, da McLaren, no paddock de Baku, no Azerbaijão Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, Austin (EUA)

19/10/2017 14h55

Nesta quinta-feira (19), Fernando Alonso e McLaren anunciaram a renovação do contrato entre as duas partes, e o piloto está confirmado na equipe ao menos até o fim da próxima temporada. De acordo com o espanhol, a troca no fornecedor de motores foi fundamental para que acreditasse que seu carro vai novamente dar condições de vitória a ele – a partir de 2018, a Renault substitui a Honda como parceira da escuderia britânica.

"Foi um processo com cautela. Não tínhamos pressa, nenhum dos dois. Desde o primeiro momento queria ficar no McLaren. Ouvi novidades no carro que nos permitem ser competitivos. Mantive as portas abertas, falei com todos os projetos que tive interesse, mas queria ficar na McLaren. Tínhamos um problema com o motor, tínhamos que resolver, mudamos o fornecedor. Chegou a hora de tomar uma decisão e decidi ficar com eles. Acho que vamos ser muito competitivos no ano que vem", disse Alonso.

De acordo com o piloto, competir com o motor fornecido por uma marca forte como a Renault será uma motivação a mais para a próxima temporada.

"Emocionante. Voltar à Renault é uma boa sensação, tem uma história muito forte. Ter o motor Renault vai ser uma sensação única e vai mostrar que estamos competitivos", declarou.

De acordo com Alonso, o desempenho da Red Bull, que também utiliza motores fornecidos pela Renault, é motivo de empolgação com a parceria.

"A Red Bull tem mostrado isso neste ano, com dois carros no pódio no Japão e dois carros no pódio na Malásia, então sabemos do que o motor da Renault é capaz. Agora, precisamos fazer acontecer", projetou.

No comunicado sobre a renovação do contrato de Alonso, a McLaren diz que o espanhol será piloto da equipe em 2018, mas não deixa claro se o novo vínculo é válido por somente uma temporada. O competidor também não se pronunciou sobre o tema.

"Nunca se fala sobre cláusulas de contrato, e não vamos falar agora. Vamos ver como vão as coisas, mas com expectativas diferentes, com vontade de colocar a McLaren de novo no topo", afirmou.

Nos bastidores, acredita-se que um contrato curto pode beneficiar Alonso. O mercado para 2019 pode ser um dos mais importantes da história da Fórmula 1, já que vários pilotos ficam livres ao fim de 2018, como a dupla da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, Kimi Raikkonen, da Ferrari, e Daniel Ricciardo, da Red Bull. Max Verstappen também tenta a liberação no final do ano que vem.

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