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Petrobras e Sette Câmara podem integrar equipe Williams em 2020

Sérgio Sette Câmara, piloto da Dams na temporada 2019 da Fórmula 2 - FIA Formula 2/Divulgação
Sérgio Sette Câmara, piloto da Dams na temporada 2019 da Fórmula 2 Imagem: FIA Formula 2/Divulgação
Lito Cavalcanti

Envolvido de diversas formas com o automobilismo desde o início dos anos 60, Lito Cavalcanti completa 50 anos de profissão como o jornalista de esporte motor mais publicado no Exterior.

10/07/2019 04h00

Última colocada no atual campeonato de Fórmula 1, a equipe Williams tenta reviver seus melhores anos com a troca dos motores Mercedes pelos Renault. Juntos, Williams e Renault conquistaram cinco títulos mundiais e dois vice-campeonatos de construtores e cinco de pilotos, com Nigel Mansell, Alain Prost, Damon Hill e Jacques Villeneuve.

Além do motor, a tradicional escuderia britânica estaria também negociando a contratação de um projetista de peso, o inglês Pat Fry. Recém-saído da McLaren, onde projetou o carro que hoje ocupa a quarta posição no mundial de construtores, atrás apenas das três grandes, Mercedes, Ferrari e Red Bull.

Fry foi também projetista da Ferrari e, no começo do século atual, da McLaren. Na época, ele dividia com Paddy Lowe a concepção dos carros que fizeram da equipe de Ron Dennis a maior força da categoria no início dos anos 2000.

Além dos motores e do projetista, a Williams também estaria negociando o retorno da Petrobras como fornecedora de combustíveis. Hoje ligada à McLaren, a petroleira brasileira foi um dos pilares dos anos de ouro da equipe inglesa, e seu retorno completaria o quadro ideal para o renascimento do team britânico.

Mesmo sem confirmação das duas empresas, vozes ligadas à negociação informam que ela inclui a promoção do brasileiro Sérgio Sette Câmara a piloto titular da Williams na F-1. Sérgio ocupa atualmente o terceiro lugar no campeonato da Fórmula 2. Ele precisa terminar o ano entre os quatro primeiros para obter a Super Licença, que dá o direito de correr na F-1.

Sérgio, que exerce em paralelo a função de piloto de desenvolvimento em simuladores da McLaren, seria o substituto de Robert Kubica. De fato, o piloto polonês tem deixado a desejar neste seu retorno à categoria depois de sete anos e seu afastamento é dado como iminente já há algumas corridas.

Eu e Cássio Politi aprofundamos esse tema no podcast Rádio Paddock, que estará disponível no Spotify e demais agregadores.

A Petrobras entrou em contato na noite desta quarta-feira negando a veracidade às especulações de que estaria envolvida nas negociações da equipe Williams com Renault para voltar a utilizar os motores da fábrica francesa a partir de 2020. Ao ser perguntado se a negociação seria admitida caso elas se comprovem, o assessor redarguiu que, como profissional vinculado à Petrobras, ele estava passando a posição oficial da empresa. Fica registrada a informação oficial, como também a posição que me foi passada por uma fonte que já me forneceu anteriormente dados posteriormente comprovados.

Lito Cavalcanti