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05/07/2006 - 18h12

Scolari reclama da arbitragem, mas admite mérito francês

Da Redação
Em São Paulo

Reuters

Técnico dirige-se ao trio de arbitragem e diz que foi "uma vergonha"

Após a derrota por 1 a 0 diante da França, que eliminou Portugal da final da Copa da Alemanha, o técnico Luiz Felipe Scolari reclamou da performance do árbitro uruguaio Jorge Larrionda.

Ao final da partida, o treinador se dirigiu ao trio de arbitragem e qualificou como "uma vergonha" o trabalho dos sul-americanos.

"É a arbitragem sul-americana que conhecemos bem. Sabe matar um jogo", lamentou à imprensa depois do jogo, mesmo admitindo que o pênalti em Henry existiu.

"Foi pênalti. Assim como foi pênalti no Cristiano Ronaldo e ele não deu. O árbitro é ele. Ele dá o que quiser".

Scolari, porém, não culpou os supostos erros da arbitragem pela derrota. Reconheceu o mérito dos jogadores franceses dizendo que sua equipe corria por fora na disputa pelo título.

FIM DA INVENCIBILIDADE DE SCOLARI
SeleçãoPartidaCopa
BrasilBrasil 2 x 1 Turquia2002
BrasilBrasil 4 x 0 China2002
Brasil Costa Rica 2 x 5 Brasil 2002
BrasilBrasil 2 x 0 Bélgica2002
BrasilInglaterra 1 x 2 Brasil2002
BrasilBrasil 1 x 0 Turquia2002
BrasilBrasil 2 x 0 Alemanha2002
PortugalAngola 0 x 1 Portugal2006
PortugalPortugal 2 x 0 Irã2006
PortugalPortugal 2 x 1 México2006
PortugalPortugal 1 x 1 Holanda2006
PortugalPortugal 0 x 0 Inglaterra2006
"Portugal era o patinho feio. Fizemos força para permanecer na competição, vínhamos conseguindo fazer um gol por jogo para seguir em frente. Hoje esse gol não saiu. Mérito da França".

"O jogo foi equilibrado, disputado... decidido no detalhe. E o detalhe favoreceu a França. Foi um lance de penalidade... o gol e, pronto, decidiu a partida", avaliou.

Ao ser perguntado sobre sua permanência como técnico dos portugueses, Scolari desconversou.

"Nada definido. Meu contrato vai até 31 de julho. Vou pensar no assunto junto com o presidente, no tempo certo", concluiu.

Mesmo com o revés diante da França, Scolari voltará da Alemanha com um balanço positivo. Foram 12 jogos invicto e 11 vitórias consecutivas em Copas - sete pelo Brasil, quatro por Portugal -, marca que detém sozinho (veja quadro).

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