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01/07/2006 - 19h39

"Achamos que o Brasil resolveria a qualquer momento", diz Cafu

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Frankfurt (Alemanha)
Após a eliminação do Brasil nas quartas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha, nenhum jogador deu declarações fortes. Todos seguiram a linha do "demos o máximo e infelizmente não deu".

No entanto, o capitão da equipe, o lateral-direito Cafu, destoou um pouco dos companheiros e admitiu certo comodismo da equipe comandada por Carlos Alberto Parreira. "Eu tive a sensação de que os jogadores acharam que o Brasil resolveria a partida a qualquer momento", disse o jogador na saída do vestiário.

"Faltou um pouco de disposição. A França marcou bem, bloqueou nossas jogadas pelas laterais e infelizmente fomos eliminados em uma jogada de bola parada", acrescentou.

Apesar da derrota, Cafu deixou o vestiário do estádio Waldstadion, em Frankfurt, bem descontraído, expressão diferente das dos demais jogadores. Questionado sobre sua postura, ele explicou.

"Da mesma forma que me preparei para as vitórias, me preparei para as derrotas. Desde 1994 venho chegando em todas as finais com a seleção e sabia que em algum momento a gente podia perder. Futebol é assim e a gente estava preparado".

Sobre seu futuro na seleção brasileira, Cafu admite que será difícil participar do próximo Mundial. "Na próxima Copa eu vou ter 40 anos e ser convocado ou não vai depender do Parreira ou do próximo técnico. Tenho uma história na seleção e não é esta derrota que vai manchar minha carreira", disse.

O lateral ainda saiu em defesa de Ronaldinho Gaúcho. "Ele é um grande jogador, mas criaram uma grande expectativa muito grande em cima dele, que ele tinha que passar o pé em cima da bola, que tinha que ficar driblando. Mas em Copa do Mundo não dá para fazer este tipo de jogada, é uma competição de muita marcação", finalizou.

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