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25/05/2006 - 16h39

Parreira minimiza experiência e decide 2º goleiro perto da estréia

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Weggis (Suíça)
Um dos principais critérios apontados por Carlos Alberto Parreira para definir o loteamento das três vagas no gol da seleção foi preterido pelo técnico para escolher o reserva de Dida na Copa do Mundo.

Flávio Florido/FI

Julio César faz alongamento em Weggis: reserva de Dida está em aberto

Adepto inconteste de experiência em campo, o técnico oficializou nesta quinta-feira a concorrência entre Rogério Ceni, 33, e Júlio César, 26, que teve sua convocação justificada, além de suas atuações pelo Flamengo e Internazionale (ITA), pelo fato de Parreira vê-lo como um "atleta jovem".

"Tem que definir hoje? Quando chegar a competição teremos um segundo goleiro", afirmou Parreira após o treino realizado na tarde desta quinta-feira, quando foi questionado sobre quem seria o reserva imediato de Dida.

No decorrer das eliminatórias, Parreira anunciou que levaria para o Mundial da Alemanha dois goleiros experientes e um jovem, que, como terceiro goleiro, seria preparado para a Copa de 2010. A situação idealizada pela comissão técnica era com Marcos, titular em 2002, na vaga de Rogério Ceni, terceiro reserva no Mundial da Ásia.

Mas a lesão sofrida por Marcos em jogo pelo Campeonato Paulista, em fevereiro, e o fato de não se recuperar o tempo colocaram Rogério Ceni no Mundial. O goleiro do São Paulo foi inscrito com a camisa 12, tradicionalmente destinada ao segundo goleiro. Júlio César é o 22.

O procedimento é o contrário do adotado por Parreira em 1994, ano no qual conquistou o tetracampeonato pela seleção. Na ocasião, o treinador definiu meses antes que Taffarel era o titular, com Zetti como segundo goleiro e o veteraníssimo Gilmar, como terceiro.

As comissões técnicas dos dois últimos Mundiais também adotaram postura diferente em relação à questão. Definiram a ordem com antecedência. Em 1998, o então técnico Mario Jorge Lobo Zagallo, hoje coordenador, escolheu Carlos Germano como reserva de Taffarel. Bem mais jovem que o concorrente, Dida foi o terceiro goleiro.

Quatro anos depois, Luiz Felipe Scolari não criou mistério. Deixou claro que seu titular era Marcos e o reserva Dida. Mas promoveu um rodízio entre o então goleiro do Corinthians e Rogério Ceni que, assim como hoje, entrou no grupo apenas no ano do Mundial.

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