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Vitor Guedes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Furacão felipôinico atinge Allianz e abre o Brasileiro

Felipão, do Athletico, e Abel Ferreira, do Palmeiras, se abraçam em jogo pelo Brasileirão - WILIAN OLIVEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Felipão, do Athletico, e Abel Ferreira, do Palmeiras, se abraçam em jogo pelo Brasileirão Imagem: WILIAN OLIVEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Vitor Guedes

Vitor Guedes é jornalista e professor universitário pós-graduado em Português, Língua e Literatura pela UMESP, autor do livro "Paixão Corinthiana", com passagens por Jovem Pan, Lance!, Site do Corinthians, BandNews FM, Agora São Paulo, FAPSP e UNG. Com Copas do Mundo, Mundial Libertadores, Brasileiros e dezenas de Paulistas no currículo, Vitor Guedes é 1977, pai do Basílio, ZL e, atualmente, é colunista do UOL Esporte e comentarista do Baita Amigos no Bandsports

Colunista do UOL

02/07/2022 22h56Atualizada em 02/07/2022 22h56

O mais português dos técnicos brasileiros venceu o português que sabe ser brasileiro. Abel 0 x 2 Felipão, resultado excelente para o novo vice-líder Atlhetico-PR (27 pontos), ótimo para o 3º colocado Atlético-MG (27) e muito bom para todo o mundo que não é palmeirense e quer emoção no Brasileirão.

O Palmeiras, que, na prática, já eliminou o Cerro Porteño com o 3 a 0 em Assunção tinha muito mais motivo para dar tudo no jogo e abrir uma folga (com a derrota, a equipe estacionou em 29 pontos). Mas foi o Athletico-PR, que vai ter que defender o 2 a 1 da Arena da Baixada no Paraguai contra o Libertad para avançar na Libertadores, que se mostrou mais focado e concentrado.

Com a força máxima à disposição, exceto Marcos Rocha, o Alviverde goleou na inútil posse de bola (71% a 29%, segundo o SofaScore), mas nunca sinalizou que poderia vencer o jogo. e só levou perigo real mesmo quando o placara já mostrava o definitivo 2 a 0.

A derrota, para quem valida a lei do ex também para técnico, veio no melhor estilo Felipão, jeitão tão conhecido pela torcida que canta e vibra e também pela turma do amendoim corneteira: marcação forte, time fechado e, numa escapada, após trama aérea, o ótimo Vitor Roque venceu Weverton.

No segundo tempo, quando o Palmeiras se assanhava atrás do empate, Piquerez espalmou a bola na área e o fraco soprador de apito Braulio da Silva Machado precisou do VAR para assinalar a penalidade clara. Na cobrança, Vitor Bueno (saudade, são-paulino?) cutucou do lado esquerdo de Weverton, que errou o canto, 2 a 0.

Felipônico, acabou o jogo para o Athletico-PR, que baixou as linhas e mandou o Palmeiras vir e tentar a sorte. O Verdão, a partir daí, protagonizou um show de gols perdidos e uma aula de como não finalizar. E o Athletico-PR só não fez o terceiro porque Gabriel Menino apelou, parou Terans na meia-lua e foi bem expulso.

O Furacão passou pelo Allianz e deixou o Brasileiro aberto. Inclusive para o líder e ainda favorito Verdão. Mas os At(h)léticos chegaram! O Corintihans? Parafraseando Vítor Pereira, me poupe!

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis no UOL!

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