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Vitor Guedes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Hulk, Danilo, Raphael Veiga e Gabigol merecem ir à Copa do Mundo

Hulk, Gabigol e Raphael Veiga têm nível para representarem o Brasil no Qatar - Divulgação/Atlético-MG - Thiago Ribeiro/AGIF - Ettore Chiereguini/AGIF
Hulk, Gabigol e Raphael Veiga têm nível para representarem o Brasil no Qatar Imagem: Divulgação/Atlético-MG - Thiago Ribeiro/AGIF - Ettore Chiereguini/AGIF
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Vitor Guedes

Vitor Guedes é jornalista e professor universitário pós-graduado em Português, Língua e Literatura pela UMESP, autor do livro "Paixão Corinthiana", com passagens por Jovem Pan, Lance!, Site do Corinthians, BandNews FM, Agora São Paulo, FAPSP e UNG. Com Copas do Mundo, Mundial Libertadores, Brasileiros e dezenas de Paulistas no currículo, Vitor Guedes é 1977, pai do Basílio, ZL e, atualmente, é colunista do UOL Esporte e comentarista do Baita Amigos no Bandsports

Colunista do UOL

06/05/2022 14h34Atualizada em 06/05/2022 14h36

Em 1978, foi a última vez que o Brasil mandou para um Mundial uma equipe formada 100% com atletas que atuavam no futebol brasileiro. Em 1982, Falcão, o Rei de Roma, foi a única exceção.

Hoje, apesar de todas as críticas mais que pertinentes feitas em relação ao nível técnico do nosso futebol doméstico, ainda seria possível ter uma seleção competitiva montada só com jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro.

Eis a "SeleVitão" 100% brasuca: Weverton; Fagner, Léo Ortiz, David Luiz e Arana; Allan, Danilo, Raphael Veiga e Willian; Gabigol e Hulk.

Esse time, no papel, não é pior do que 80% das seleções que estarão na Copa do Mundo do Qatar. E ainda há opções ofensivas boas para botar velocidade e uma pilha no segundo tempo, como Dudu e Bruno Henrique.

É possível, diria provável, que, até o Mundial, alguns desses jogadores não estejam mais no futebol brasileiro. Como é óbvio que uma seleção brasileira formada só por atletas que atuam no país não daria para encarar a seleção brasileira dos atletas que atuam no exterior.

Bah, se eu fosse o Tite, digo, o treinador da seleção brasileira, também montaria a minha lista de 23 jogadores (não há ainda a confirmação do aumento para 26 atletas) com uma grande maioria de atletas que atuam no exterior.

Insisto: é inegável que o futebol praticado no Brasil está muito longe do praticado na elite de clubes da Europa. Mas isso não deveria ser levado como critério radical. Além de Weverton, os palmeirenses Danilo e Raphael Veiga têm lugar dentre os 23; o atleticano Hulk também. E Arana, que costuma ser lembrado por Tite, mas não é nome certo no Qatar, merece ser titular absoluto! O atleticano é muito melhor que Alex Sandro, Alex Telles e Renan Lodi juntos.

Sem xenofobia nem pachecada, não tenho nenhuma dificuldade em admitir que hoje a melhor seleção do mundo, disparado, é a França, nem que o Campeonato Inglês (não sou colonizado ao ponto de tratar por "Premier League") é o melhor do planeta.

Coadjuvantes de times médios e até pequenos das principais ligas seriam astros protagonistas por aqui. Mas me incomoda também o fato de alguém, como, por exemplo, Gabigol, que sobra no futebol brasileiro e é ídolo de um gigante como o Flamengo, não pode ser lembrado porque foi um fracasso retumbante no futebol europeu. E daí?

Ora, o Fernandinho tem uma carreira de absoluto sucesso no Manchester City e foi muito mal nas duas Copas!

Quem era Gilberto Silva e Kleberson, no futebol mundial, antes da Copa de 2002? Respondo: eram ninguém! E, hoje, depois de se consagrarem pentacampeões mundiais como titulares, continuam não sendo os maiores ídolos da história de Arsenal e Manchester United... E daí?

Alguém acha que Gabriel Jesus, por defender o atual vice-campeão europeu e campeão inglês, pode entregar mais no Qatar do que o Gabigol? Com o Brasil perdendo nas quartas, metade do segundo tempo, você confiaria mais em Hulk ou Firmino para tirar o empate da cartola? No seu meio-campo, hoje, joga Arthur ou Danilo? Eu respondo: Gabigol, Hulk e Danilo. E Arana seria titular incontestável.

Meus 23 convocados se a lista fosse entregue hoje, 7 de maio de 2022. E, como não sou o Tite, nem o Dunga, nem o Felipão, nem o Parreira, não trabalho com lista fechada... No balanço das horas, nem tudo, mas sempre algo pode mudar. É preciso estar aberto para que os campos, inclusive os brasileiros, mostrarem. E, com todo o respeito aos saudosistas, Daniel Alves e Tiago Silva já deram o que tinham que dar.

1. Alisson
2. Danilo
3. Marquinhos
4. Militão
5. Fabinho
6. Arana
7. Anthony
8. Danilo
9. Hulk
10. Neymar
11. Vinícius Júnior
12. Ederson
13. Felipe
14. Gabriel Magalhães
15. Casemiro
16. Alex Sandro
17. Rodrygo
18. Paquetá
19. Gabigol
20. Raphael Veiga
21. Weverton
22. Raphinha
23. Fágner

Minha seleção brasileira "local"
Goleiros: Weverton, Cássio e João Paulo.

Laterais: Fágner, Marcos Rocha, Arana e Luan Cândido

Zagueiros: Léo Ortiz, David Luiz, Nathan Silva e Nino

Meio-campistas: Allan, Danilo, Edenílson, Renato Augusto, Éverton Ribeiro e Rapahel Veiga

Atacantes: Dudu, Gabigol, Pedro, Hulk. Bruno Henrique e Willian

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis no UOL!

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